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Mais uma vez a Assembleia Legislativa de Alagoas na mira da PF por conta de “fantasmas”

De acordo com as primeiras informações, desvios de agora podem chegar a R$ 15 milhões

Na manhã de hoje, dia 10, mais uma vez a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Mais uma vez, entre as acusações, está a existência de funcionários fantasmas.

Trata-se da Operação Malacafa. A PF investiga um desvio de mais de R$ 15 milhões por meio de funcionários fantasmas que tinha registros em programas sociais do governo federal. Como as ações da polícia ocorreram no município de Batalha, onde um vereador foi assassinado em 2017, há suspeitas de que os casos possuam ligação.

A sensação que fica, diante das denúncias que se acumulam ao longo do tempo, é de que a Casa não se emenda…

Apesar de já ter anunciado duas auditorias – em gestões de Mesas Diretoras distintas – mas somente uma ter sido apresentada à sociedade após pressão da imprensa; apesar de um Portal da Transparência, a Casa de Tavares Bastos (que infelizmente leva o nome de um dos maiores políticos intelectuais brasileiros), nunca sai das páginas policiais…

Desde a Operação Taturana (na década passada) até esta data, foram várias ações e denúncias de desvio de recursos públicos por parte de parlamentares. A maioria se reelege ou consegue ainda ocupar outros cargos eletivos em outras esferas dos poderes. Na Taturana, um desvio de mais de R$ 300 milhões. Há condenados, mas não há presos.

Mais recentemente, na legislatura passada, se descobriu – por meio de denúncias do atual deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB) – a famosa “lista de ouro”, em que existiam comissionados que recebiam mais de 100 repasses por ano. Um verdadeiro rio de dinheiro que foi alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MPE), mas que ninguém sabe ao certo onde desaguou…

O parlamento, na época, se negou até a informar em quais gabinetes os membros da lista de ouro estavam instalados. Como ainda hoje, o parlamento estadual se nega a informar a lista de comissionados por gabinetes. Os deputados estaduais que fizeram, fizeram por conta própria. Apenas três mostraram a relação de seus comissionados: Galba Novaes (MDB), Bruno Toledo (PROS) e Rodrigo Cunha (PSDB).

A lista de ouro levantou mais uma vez suspeitas de fantasmas.

A auditoria feita pelo parlamento estadual, já nessa legislatura, também mostrou inconsistência de dados e suspeitas, mas a folha de comissionados não foi auditada. Claro que não se trata de todos, pois muitos trabalham honestamente prestando serviços aos gabinetes. Mas, se há suspeitas, nada melhor que a total transparência. É recurso público.

Na manhã de hoje, residências de alguns vereadores da cidade de Batalha foram alvos da operação “Malacafa”, que é um desdobramento de uma outra operação que teve como alvo o mesmo parlamento: a Sururgate. Nunca é demais lembrar: dois vereadores em Batalha foram assassinados e parentes de um deles denunciou um esquema de corrupção envolvendo a Mesa Diretora da Casa.

De acordo com o delegado da PF, Agnaldo Mendonça Alves, a PF investiga a existência de funcionários fantasmas no parlamento estadual. “A ação de hoje foi para buscar mais elementos que comprovem isso”, frisou. Até aqui ainda não foram revelados os nomes dos alvos da operação, mas pode haver correlação com o assassinato em Batalha.

A PF acredita que pagamentos realizados pela Assembleia são feitos a pessoas cadastradas em programas sociais do governo federal. Entre 2010 e 2013, pode ter havido um rombo que ultrapassa os R$ 15 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados em Batalha, um em Maceió e dois em Jacaré dos Homens.

A Assembleia Legislativa de Alagoas e as páginas policiais dos veículos de imprensa local possuem uma relação íntima que perdura na História…

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Um Comentário

  1. Aqui em Sergipe também tem muitos fantasmas, espero que a nova superintendente da polícia federal de Sergipe consiga fazer algo, afinal o curriculum da Érika Mialik Marena é ótimo.

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