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O livro de Masha Gessen sobre Putin

Por Allan L. Dos Santos

A confusão de alguns conservadores sobre Putin é compreensível, mas nunca justificável. Masha Gessen, autora do livro “Putin – a Face Oculta do Novo Czar” (The Man Without a Face: The Unlikely Rise of Vladimir Putin), critica Putin acusando-o de ser de extrema-direita, tal como Putin quer ser identificado no Ocidente. Afinal, ela defende Pussy Riot como está em seu livro “Words Will Break Cement: The Passion of Pussy Riot”. Ela demitiu um monte de pessoas na Rádio Liberdade quando estava lá e suavizou o conteúdo político para o marxismo cultural. Suas ações foram seguidas de um encontro com Putin. O que, no mínimo, é muito curioso, não?! Ela é a maior ativista LGBT russa e julga Putin por aparências ideológicas, pois seu grupo é como a maioria dos outros na Rússia, ie, sob o controle da KGB. Se não, ela é apenas uma lésbica com uma agenda que critica Putin, pois ele finge ser um cristão. Entretanto, você não pode analisar os políticos russos pelo seus valores nominais. Quando se trata da Rússia, analise as ações, nunca o discurso. No caso da Masha Gessen, ela escreve razoavelmente bem e é inteligentemente, mas sua análise parte de seu próprio ponto de vista sexual.

As feministas do Pussy Riot protestando em Moscou, Rússia.

Por que Putin quer ser reconhecido como um cristão que deseja salvar o Ocidente da sua crise moral, política e religiosa? Simples: a Rússia não precisa conquistar os russos, mas o Ocidente. Lá eles já possuem todo o poder e nada precisam conquistar, até mesmo porque é o “enfermo” que precisa do médico. O que não se pode esquecer é que foi a própria Rússia que destruiu o Ocidente, não sozinha, claro. Isso, entretanto, explica muito o estado de coisas atual, pois eles maximizaram as centenárias enfermidades do Ocidente e agora aparecem como salvadores, como “Vingadores” que responderão aos mais basilares anseios do povo comum nos países ocidentais.

Quem mais critica o Putin no Ocidente? Quando se fala de grupos, associações e líderes políticos, ninguém fora dos círculos socialistas; e mesmo estes, quando fazem, atuam com muito cuidado para não identificá-lo como alguém da esquerda.

Aqui na América as peças do quebra-cabeça ficam claras, pois Putin apoiou o PT no Brasil, apoiou e apoia Maduro na Venezuela, apoia Cuba e conseguiu fazer que todos pensassem que os EUA era e é o maior inimigo do mundo.

Cuidado com as críticas a Putin que vocês lêem. Como já disse, embora alguns socialistas não podem criticá-lo, outros são cirurgicamente escolhidos para pintá-lo da maneira que a Rússia quer, ou seja, que a Rússia defende tudo o que perdemos no Ocidente.

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