ArtigosProf. Paulo Fernando

Mentira esquerdista: Jânio Quadros e Che Guevara

Mentira esquerdista: a ordem nacional do Cruzeiro do Sul com Jânio Quadros e Che Guevara nunca foi entregue
Nos idos da década de 60, o destaque que o governo brasileiro e o Ministro das Relações Exteriores Afonso Arinos davam a Cuba em suas relações internacionais passou a desagradar os Estados Unidos. Houve também uma área de atrito com a sociedade brasileira que não via com bons olhos tal apoio, em especial a União Democrática Nacional (UDN), que vociferava a aproximação de Jânio com a ditadura castrista.

Nos Estados Unidos, inúmeros manifestantes cubanos dissidentes organizaram ações para retomar Cuba e, nesse propósito, contavam com a simpatia do governo norte-americano. Em abril de 1961, numa fracassada invasão à baía dos Porcos, deu-se o fiasco dos americanos, já que as forças cubanas conseguiram contornar a situação gerando um impasse aos demais países “hermanos latinos”. O governo brasileiro deu apoio irrestrito a Cuba, fundamentado no princípio da soberania e autodeterminação dos povos.

O tirano Fidel estrategicamente enviou seu Ministro da Economia e Propaganda para participar de uma reunião do Conselho Interamericano Econômico e Social no Uruguai. Depois visitou a Argentina, encontrando-se com o presidente Arturo Frondizi e deixou rastros, intrigas e crise naquele país.

Em 19 de agosto, o sanguinário Che Guevara é recebido pelo Presidente Jânio Quadros no Palácio, o qual aproveita a ocasião para atender um pedido do Núncio Apostólico, Monsenhor Lombardi, para interferir na libertação de 20 padres espanhóis, presos em Cuba. O pedido foi atendido, mas os padres foram expulsos para a Espanha. Jânio lavou suas mãos com bom vinho tinto.

Num gesto inusitado, o Presidente Jânio Quadros resolve condecorar o terrorista Che Guevara com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Como tudo foi de última hora, não havia nenhuma medalha previamente pronta nem o diploma impresso para ofertar ao convidado. Jânio como bom ator que era, improvisou e colocou uma faixa verde e amarela oblíqua nos ombros do guerrilheiro, talvez na promessa ulterior de entregar tal distinção. O fato é que apesar de todo o berreiro da UDN e protestos de Carlos Lacerda, Che Guevara, jamais recebeu materialmente a medalha e nem o diploma da Ordem Nacional do Mérito do Cruzeiro do Sul, apesar das citações infindáveis dos livros de história e as lendas repetidas pelos jornalistas esquerdistas. Afinal, Jânio mais uma vez encenou de maneira magistral sob o beneplácito de toda a esquerda festiva, que até hoje crê na lenda da Comenda do Cruzeiro do Sul.

O Governador Carlos Lacerda em contrapartida condecorou o líder democrático cubano oposicionista Manuel Antônio de Verona, que se encontrava no Brasil em busca de apoio para a Frente Revolucionária Democrática Cubana.

De acordo com o Itamaraty, a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul originou-se da extinta Ordem Imperial do Cruzeiro, instituída por Decreto de 1º de dezembro de 1822 de D. Pedro I, para assinalar de modo solene a sua Aclamação, Sagração e Coroação como Imperador Constitucional do Brasil e seu Defensor Perpétuo e em alusão à posição geográfica do país, sob a Constelação do Cruzeiro e também em memória do nome – Terra de Santa Cruz – dado ao Brasil por ocasião de seu descobrimento. A Ordem Imperial do Cruzeiro foi abolida pela Constituição de 24 de fevereiro de 1891 e restabelecida, com sua nova denominação, pelo Decreto 22.165, de 5 de dezembro de 1932, do Presidente Getúlio Vargas.

Enquanto a Ordem Imperial do Cruzeiro se destinava a dignitários brasileiros e estrangeiros, a ONCS ficou restringida a personalidades estrangeiras. Sua concessão dá-se por decreto presidencial, configurando-se em ato de relações exteriores. É a mais alta condecoração brasileira atribuída a cidadãos estrangeiros.

A Ordem compreende os seguintes graus: Grande Colar, Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro.

A insígnia da Ordem é uma estrela de cinco braços esmaltados de branco e orlados de prata dourada, assentada sobre uma coroa e encimada por uma grinalda, ambas feitas de folhas de fumo e café, tendo, no centro, em campo azul celeste, a constelação do Cruzeiro do Sul, esmaltada de branco e, na circunferência, em círculo azul ferrete, a legenda “Benemerentium Premium”, em ouro polido. No reverso a efígie da República, em ouro com a legenda “República Federativa do Brasil” (Art. 2º do Regulamento).

O Conselho da Ordem é integrado pelo Presidente da República, pelos Ministros de Estado das Relações Exteriores, da Defesa e pelo Secretário-Geral das Relações Exteriores. O Presidente da República e o Ministro de Estado das Relações Exteriores são, respectivamente, o Grão-Mestre e o Chanceler da Ordem. O Chefe do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores é o Secretário da Ordem.
Uma comenda que fora anunciada, filmada e fotografada a cerimônia, pena que em Cuba não tinha PROCON, para Che reclamar da propaganda enganosa. E na falta da entrega do produto, vai qualquer coisa. Inclusive faixa falseada que de tão repetida virou real.

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2 Comentários

  1. O que isso quer dizer? Entendi que a medalha não foi entregue literalmente, mas o Che não foi homenageado? O Jânio era comuna ou não? Qual foi exatamente o motivo dele receber a faixa?

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