Michael Bloomberg quer ‘derrotar Trump e reconstruir a América’ nas eleições de 2020



O bilionário e ex-prefeito de Nova Iorque e fundador da empresa de comunicações Bloomberg LP, Michael Bloomberg, anunciou neste domingo (24) que vai concorrer às eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, pelo Partido Democratas.

“Não podemos permitir mais quatro anos das ações imprudentes e antiéticas do presidente Trump. Ele representa uma ameaça existencial ao nosso país e aos nossos valores. Se ele ganhar outro mandato, nunca poderemos nos recuperar dos danos”, diz a descrição do site criado para a campanha de Bloomberg.

Ele tinha descartado, no ano passado, uma corrida presidencial em 2020, mas depois de consultas com figuras proeminentes do Partido Democrata, reconsiderou e apresentou, na quinta-feira, os documentos necessários para se candidatar às eleições primárias.

Bloomberg, de 77 anos,  pauta as motivações pelas quais pretende se candidatar na preocupação com a possibilidade de uma reeleição de Trump. “Derrotar Trump – e reconstruir a América – é a luta mais urgente e importante de nossas vidas. E eu vou entrar”, afirma.

Michael também diz estar determinado a enfrentar o fanatismo e ódio de Trump, além das suas políticas mal direcionadas.

Falta de confiança

Segundo os assessores, a decisão de Bloomberg explica-se pela falta de confiança nos 17 candidatos que concorrem nas primárias do Partido Democrata, mencionando a falta de firmeza do ex-vice-presidente Joe Biden, as propostas radicais de Bernie Sanders e as incertezas que rodeiam a senadora Elizabeth Warren, os três candidatos democratas mais bem posicionados para as eleições presidenciais de 2020, segundo as mais recentes sondagens.

A declaração de candidatura enfatiza que Bloomberg não aceitará donativos, que ele financiará pessoalmente a sua campanha, tal como fez nas três vezes em que venceu as eleições para prefeito de Nova York, tirando proveito da sua riqueza avaliada em mais de 50 mil milhões de euros.

Bloomberg, que chegou a pertencer ao Partido Republicano, tornou-se independente e, em 2018, inscreveu-se no Partido Democrata, admitiu uma candidatura presidencial em 2016, mas recuou para apoiar Hillary Clinton na corrida que acabaria por perder contra Donald Trump.

No ano passado, o empresário voltou a admitir uma candidatura presidencial em 2020, mas estancou a sua decisão, após uma análise de estudos de mercados que revelava uma forte posição do ex-vice-presidente de Barack Obama, Joe Biden.

Dentro do Partido Democrata, os apoios têm surgido de vários setores, incluindo os que estiveram ao lado de Hillary Clinton, em 2016.

Os analistas consideram que uma candidatura de Bloomberg nesta altura significará um risco acrescido para as ambições de Joe Biden, pela proximidade de campos ideológicos e programáticos entre os dois.

Colaborou com informações, Agência Brasil

Blog Authors

Guilherme Galvão VillaniGuilherme Galvão Villani

Mariliense. Gosto pela Administração, Contabilidade e Finanças. Atu...

Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...