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Ministério Público deflagra operação contra integrantes do PCC

MP-SP
 


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou na manhã dessa segunda-feira (14/9) a Operação Sharks (tubarões). O objetivo é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra lideranças da facção do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Conforme a Justiça, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado mira tanto lideranças que estão presas, quanto as que estão nas ruas. Além disso, são alvos os integrantes da facção que se mudaram para o exterior e, de lá, comandam as atividades logísticas dos bandidos.

Agora, agentes cumprem 12 mandados de prisão e realizam 40 buscas em endereços da capital paulista, da região metropolitana, da baixada santista e de cidades do interior (alvos foram identificados na Bolívia, no Paraguai e até na África).

Segundo o MP-SP, o foco principal da operação é a prisão dos criminosos que assumiram o controle da facção, depois que os principais chefes foram transferidos para presídios federais, em fevereiro de 2019. Os investigadores apontam que o atual comando é composto de 21 pessoas.

A operação também tem como alvo a prisão dos homens que teriam sido encarregados por Marco Williams Herbas Camacho, o Marcola, para executar Lincoln Gakiya, promotor responsável pelo pedido de transferência dos chefes do PCC para presídios federais no ano passado.

Entre outros pontos, a operação tenta desarticular um esquema de lavagem de dinheiro feitas através de operações de câmbio informal. Planilhas apreendidas pelos investigadores apontam que a facção movimenta cerca de R$ 100 milhões por ano com tráfico de drogas.

“O PCC é uma passagem de nível na criminalidade brasileira. Nós tínhamos alguns comandos, que apareceram da década de 70/80 no Rio de Janeiro. Eles eram a junção dos criminosos ‘comuns’ com os presos políticos, os terroristas, e estes ensinaram táticas de terrorismo e guerrilha urbana, com a chamada Falange Vermelha, que depois virou o Comando Vermelho. Esses comandos tinham uma estrutura ‘paramilitar’, mas o PCC inovou nessa questão, tornando-se um ‘sindicato’ propriamente do crime, com uma estrutura de governança, regra interna e contabilidade, coordenando uma grande atividade criminosa”, esclarece Italo Lorenzon no Boletim da Manhã.

“Dentro do PCC há estruturas análogas à estrutura legal brasileira, que funcionam muito bem, inclusive. Há uma ‘Defensoria’, ‘Devido Processo Legal’; se alguém for acusado de alguma infração dentro do crime, ele tem direito de ser ouvido a sua versão, ele pode ser defendido por outro membro do PCC que conhece o processo melhor, ele pode pedir atenuantes… ou seja, há uma série de coisas que transformaram o PPC no que é hoje. Ele já está infiltrado na política, advogados, magistrados, promotores, políticos, policiais, agentes penitenciários, diversos ramos econômicos – postos de gasolina, em São Paulo, por exemplo, muitos são do PCC, como negócios legítimos (não para lavar dinheiro), mas dando lucros”, acrescentou o jornalista Lorenzon.

Com informações, Revista Oeste

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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