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Ministro Marcos Pontes nega que privatização dos Correios esteja em curso

 


O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, negou nesta terça-feira (6), que o governo tenha iniciado processo de privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Ele participou de debate na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, lotado de trabalhadores da empresa.

“Embora surjam notícias na imprensa de tempos em tempos falando de privatização, até o momento não há nenhum documento oficial que leve a essa direção. Não tem nenhum início de processo legal ou procedimento que leve a essa direção”, disse Pontes. “O que nós temos hoje de concreto: trabalhar para que os Correios sejam sustentáveis e que a empresa cresça”, completou. Porém, conforme ele, se esse processo for iniciado, deve ser feito “da melhor forma possível, com a participação de todos”.

Representante dos funcionários dos Correios, José Rivaldo ressaltou a contradição entre a fala do ministro de Ciência e Tecnologia e declarações recentes do presidente da República, destacando que não está claro se a privatização ocorrerá ou não.

Conforme notícias divulgadas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou à imprensa no último dia 2, que a privatização dos Correios “está no radar” do governo e disse novamente nesta terça (6), em evento em São Paulo: “Vamos privatizar os Correios.”

Pontes reiterou segunda-feira que conversou com Bolsonaro e não recebeu nenhuma orientação para que o processo de privatização dos Correios fosse iniciado. “Existe uma secretaria de desestatização e existe uma pressão para ela ser feita. Eu não sou contra a privatização, eu não sou a favor, sou a favor de fazer uma análise muito bem feita”, acrescentou.

Ele defendeu mais reuniões para discutir o tema. A presidente da comissão, deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), disse que vai formar grupo de trabalho para debater o fortalecimento dos Correios, com a participação de trabalhadores.

José Rivaldo criticou a possibilidade de desestatização: “A privatização é horrível para a população brasileira, porque mais de 5 mil municípios ficarão sem atendimento, porque a iniciativa privada somente irá atrás do lucro.”

O  presidente dos Correios, Floriano Peixoto, assim como o ministro,  também negou que haja iniciativas de desestatização em curso. Mas disse que há duas alternativas: a realização de estudo de viabilidade da desestatização ou a inclusão diretamente da estatal no Plano Nacional de Desestatização, por meio de Proposta de Emenda à Constituição e projeto de lei ordinária, quer teriam que ser aprovados pelos parlamentares.

Com informações Agência Câmara

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

6 Comentários

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  • Olha, trabalho na empresa e não sou contra a privatização a não ser que a administração melhore. Vemos muita coisa, gente que não faz nada ganhando 15 mil e os carteiros sendo humilhados pela população e ganhando um salário ridículo além de terem que fazer trabalho de 3 pessoas já que a empresa não abre concurso desde 2011. Atendentes têm q vender, vender e vender, são pressionados TODOS OS DIAS e não ganham nada p isso, a não ser um pressão de ser emprestado para agencias distantes. A população quer quebra de monopólio, mas não sabem que isso não existe faz muito tempo…podem usar FEDEX, JadLog, DHL entre outras. Monopólio é somente de cartas.
    Acho que tem que ser renovada. Colocar os que nada fazem para trabalharem. Reclamam de greve anual dos Correios, mas saibam que todo ano querem tirar nosso ticket de férias, em caso de afastamento por gravidez ser tirado o ticket também pelos 6 meses entre outras retiradas e que o aumento oferecido é de 1%…sim, isso mesmo HUM POR CENTO.
    Então, privatizar é bom, mas talvez seja melhor uma mudança geral do que a própria privatização.

  • Abra logo a possibilidade de várias empresas trabalhar com o serviço postal e logística.

    Melhor do que privatizar os Correios.

  • Deve ser privatizado, pois os serviços nas agências é ruim. Falta de funcionários e sobrecarregados pela demanda. Filas enormes. Falta de investimento em tecnologia.

  • Como não me interessar pelo tema. Sou dos Correios e meu emprego está em risco. No entanto, entendo que, se não houver uma forma de tirar a ECT da influência política (seja com a privatização ou com a abertura de capital), essa estatal poderá cair novamente nas mãos daqueles que a roubaram e a sucatearam uma vez (leia-se: PT). O interesse maior pela não desestatização vem justamente dos partidos de esquerda e seus sindicatos. Eles transformaram os Correios num lugar de privilégios e desmandos dos mais variados. Muita gente, inclusive no Edifício Sede em Brasília, está com medo de perder a teta (salários altíssimos sendo pagos para carteiros e atendentes que viraram analistas, supervisores e chefes de seção – isso tudo porque são filiados e simpatizantes do PT).
    Estou preparado pra tudo, inclusive me qualificando mais. Todavia sei que se não houver uma privatização ou abertura do capital dessa empresa, as más condutas não sairão dela.

  • Ele e o vice são contra. Tem apaniguados lá dentro. O astronauta passou mais de 20 anos no exterior ganhando um gordo salário em dólar pra ser astronauta. Quando chegou ao Brasil, depois do vôo, pediu baixa…Teria que ficar no mínimo uns 5 anos pra pagar os gastos que a nação teve com ele. Bolsonaro não deve saber desta história. Nunca gostei deste sujeito…nem muita gente da FAB…

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