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MPF aponta sobrepreço de R$ 600 milhões em Rodoanel; homem de confiança de Alckmin está preso. 

De acordo com a Ministério Público Federal, a obra do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, teve um sobrepreço de R$ 600 milhões nos custos. As empreiteiras que trabalharam na obra são a OAS e a Mendes Júnior.

A informação foi divulgada na manhã de hoje, 21, após uma operação que prendeu 15 pessoas suspeitas de desviar dinheiro público das obras do trecho Norte. Um dos presos é Laurence Casagrande Lourenço, que foi ex-diretor da Dersa, principal alvo da operação.

Atualmente, Lourenço preside a Companha Energética de São Paulo (Cesp). Ele chegou a acumula o cargo de secretário de Transporte e Logístico, na gestão do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Trata-se de alguém que está ao lado dos tucanos há quase duas décadas, tendo passagens pela pasta da Segurança Pública e Fundação Casa.

No caso do sobrepreço das obras, o MPF leva em consideração relatórios do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União, além de um laudo pericial da Polícia Federal. Todos eles apontam fraude nos contratos firmados entre a Dersa e as empreiteiras.

A PF investiga suposta prática de corrupção, formação de organização criminosa, fraude à licitação , além do desvio de verbas públicas. As obras contaram com recursos da União, do governo estadual e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Alckmin – que era o gestor e é candidato à presidência da República – destacou,  por meio da assessoria de imprensa, que ficou surpreso com a notícia. Ele disse que não tem conhecimento dos dados apresentados pelas investigações. O ex-governador disse ainda confiar em Laurence Lourenço, mas que se houver algo ilícito, que haja a responsabilização.

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