O dia dos pais e o materialismo

Sei que muitas pessoas festejarão alegremente o dia dos pais. Alguns por serem pais, outros, por terem seu pai por perto. Há os que não estão próximos de seus pais, por viverem longe deles, e aqueles que a distância é maior do que podemos medir neste mundo. E é para estes que desejo escrever.

Vi algumas pessoas morreram diante de meus olhos. Quase vi meu próprio pai falecer do mesmo modo, mas como ele faleceu em uma madrugada e estando na UTI, eu não podia estar lá neste momento. De qualquer modo, vesti o corpo dele para o funeral (durante este momento eu me lembrava de como meu pai relatava esse momento de dor ao fazer isso no corpo de minha querida avó Maria), e nunca me esquecerei desta experiência.

Sei que o dia dos pais pode ser doloroso para você que perdeu o seu pai, mas lembre-se que além de nossas moléculas há um mundo que não pode ser mensurado e quantificado. Não deixe o materialismo usurpar da dor causada pela perda para, assim, levá-lo a uma dor que não tem cura, isto é, aquela causada pela doença do materialismo. A morte, quer você a ignore ou não, sempre nos lembrará que não somos apenas pó e este mundo não é tudo o que temos.