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O homem do signo de Marx com ascendente em Gramsci…vou brincar de astrólogo!

Gilberto Dimenstein ou é analfabeto funcional ou se faz de desentendido para ler o que não está escrito, mas o que gostaria que escrito estivesse. Explico…

Em suas redes sociais, ele “rebateu” o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) porque este disse que nunca mais teremos socialismo no Brasil. Bem, eu acho Bolsonaro otimista demais, infelizmente. Estamos diante de um ponto de partida pós-eleições, mas há muito o que ser feito.

O futuro governo praticamente não tem o direito de errar neste sentido. Torço por isso e devemos estar todos vigilantes.

Todavia, para Dimenstein, Eduardo Bolsonaro ao falar de socialismo no Brasil está falando com um conceito puramente dicionarístico, sem levar em conta a intelectualidade orgânica desse país, os revisionismos, as características de um movimento revolucionário etc.

Haja paciência!

Vamos lá:

Intervenção forte do Estado na economia; regulação do trabalho para interferir na renda no lucro e nos contratos, desrespeito à propriedade privada; visão da sociedade em classes em conflito; subordinação dos interesses individuais à grupos coletivistas; discurso opositor que demoniza o livre mercado, enxergar o Estado como um solucionador de problemas por meio de um universo legisferante que controle a vida privada, opiniões etc; a promessa de um mundo melhor por meio dessas vias citadas; o racionalismo de que tudo tem por base a infraestrutura econômica e a crença de que uma determinada visão política-ideológica detém o monopólio das virtudes e quem é contra ela é inimigo da nação, do Estado, dos pobres, é fascista, por aí vai…

De fato, nada disso ( e isso não é tudo, obviamente) caracteriza um movimento socialista. De fato, nada disso existiu nos governos brasileiros. De fato, o marxismo nunca foi revisionado pelas brechas deixadas pelo próprio Marx quando definia socialismo como fase de transição para o comunismo sem explicar ao certo como lá se chegava. De fato, só se pode definir socialismo dentro dos termos do MEC. De fato, Gilberto Dimenstein está correto ao enxergar socialismo apenas como a estatização e “coletivização” de todos os meios, suprindo a propriedade privada destes.

De fato, Lênin nunca enxergou falhas nessa perspectiva adotando a Nova Política Econômica. De fato, nos países socialistas que visavam o comunismo como uma “cenoura de burro” nunca houve alguma parcela de economia capitalista para manter o próprio sistema. De fato, as brechas de Marx nunca serviram para dizer que ele foi deturpado e que tudo poderia ser aplicado novamente por outros meios dentro de uma revolução permanente cujo fim é o mesmo.

O que o senhor Gilberto Dimenstein não percebe – ou finge não perceber – ao criticar a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro – é que o parlamentar fala das ideias socialistas que, em graus variados, sempre se fizeram presentes nos últimos governos brasileiros para que o estamento ampliasse os seus tentáculos regulando a economia, massacrando com impostos e tendo um espírito legisferante de controle da vida privada em ações e opiniões, demonizando tudo que estivesse fora do estamento.

Não importa o grau, já que, em alguma dose, a visão de intervenção estatal é oriunda dessas teorias, como a própria social-democracia ou a concepção de “Estado de Bem-Estar Social”, que no fim leva esse nome por puro marketing. É que, senhor Giberto Dimenstein, é raro um movimento comunista – que tem a ideia de socialismo como fase de transição, assim como Marx tinha – utilize o termo comunista em sua denominação. É só olhá-las na História.

E isto se dá ainda mais depois que Kruschev divulgou os crimes de Stalin. Claro, Kruschev não fez isso por ser bonzinho, já que seguia aplicando muitos dos métodos stalinistas…

Mas, de fato o Foro de São Paulo não tinha inspiração nos ideias do Leste Europeu, não é mesmo? De fato, não existe influência alguma de socialismo, marxismo, gramscismo no Brasil. É tudo invenção. E claro, quando Bolsonaro (o filho) falou de socialismo no Brasil tinha justamente em mente que somos igualzinho, sem tirar nem por o que está no livro de Karl Marx ou o que foi feito na URSS. É, de fato, só Dimenstein está preparado para fazer o Enem…

Ah, vai ver também que, de fato, eu não estou sendo irônico. Ou estou? Qual seria o conceito de ironia no Enem? Seria em Pajubá, conforme a gramática apenas ou levaria em conta também a realidade, essa assustadora força que faz tanta raiva às ideologias…

Todavia, Dimenstein conclui daí que diante da fala de Bolsonaro (o filho), “se o Enem caísse uma questão de múltipla escolha sobre o que é socialismo, Eduardo Bolsonaro não acertaria. Para ajudar: socialismo prega a coletivização dos meios de produção e de distribuição, suprindo a propriedade privada”.

Não seja o Gilberto Dimenstein. Leia Archie Brown: Ascensão e Queda do Comunismo. Leia o Guia Politicamente Incorreto da Esquerda. Aliás, leia O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota. Você descobrirá algo que Olavo de Carvalho não disse, mas aqui darei uma de astrólogo e direi: Dimenstein é do signo de Marx, com ascendente em Gramsci e quando nasceu o planeta PT teve forte influência em seu pensamento e comportamento. Maktub!

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8 Comentários

  1. O que eu já paguei de IPTU nesses anos, o Estado já confiscou pelo menos um imóvel meu.
    O que já paguei de imposto na compra de carro e IPVA, o Estado já confiscou pelo menos um automóvel meu.
    O que pago de imposto de renda, a cada 4,5 meses o Estado confisca um salário meu.
    E por aí vai.
    É socialismo ou não é? Éééééé.

  2. Nunca tinha visto tanta asneira junto. Quando penso que já vi, é li, tudo que é idiotice aparece mais uma.
    Ignorar que o estabelecimento de condições mínimas de garantias para remunerar o trabalho, na disputa com o capital, não foi uma das estratégias mais bem constituídas de um governo que massacrou por décadas o pensamento marxista no Brasil não é coisa de analfabeto não, é coisa de beocio, ignorante.
    Dizer que existiu, ou existe, socialismo num país onde 70% dos assalariados recébem R$947,00 por mês enquato o erário gasta bilhões para financiar empresários e produtores agrícolas não é analfabetismo não, é burrice ou doença.
    Dizer que num luga em que menos de 10% da população detém, mantém no bolso, mais de 75% da riqueza do país existe, ou existiu, qualquer resquício de socialismo é muito mais do que analfabetismo, é cegueira deliberada.
    O pior é que se perseverar o pensamento desses débeis mentais em breve não teremos socialismo não, teremos barbárie.

  3. Na verdade sou leigo para comentar sobre o Dimenstein mas tive uma ideia do que é socialismo e concluir que na escola não aprendemos nada além do que eles querem

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