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Em nota, PGR diz que Constituição não admite intervenção militar

 


O Procurador-geral da República Augusto Aras, afirmou nesta segunda-feira (1º) em entrevista a Pedro Bial que um Poder que invade uma competência de outro Poder, pode causar uma intervenção das Forças Armadas.

Aras deu sua interpretação do artigo 142 da Constituição, que define o papel das Forças Armadas. Segundo o procurador-geral da República, o artigo explicado como Forças Armadas têm papel de garantia dos Três Poderes, tendo que intervir quando um Poder não intervém.

“Quando o artigo 142 estabelece que a s Forças Armadas devem garantir o funcionamento dos Poderes constituídos, essa garantia é no limite da garantia de cada Poder. Um poder que invade a competência de outro Poder, em tese, não há de merecer a proteção desse garante da Constituição. Se os Poderes constituídos se manifestarem dentro das suas competências, sem invadir as competências dos demais Poderes, nós não precisamos enfrentar uma crise que exija dos garantes uma ação efetiva de qualquer natureza”, disse Aras.

Aras também falou sobre o assunto em nota publicada hoje em resposta a questionamentos que surgiram da imprensa:

“Os poderes são harmônicos e independentes entre si. Cada um deles há de praticar a autocontenção para que não se venha a contribuir para uma crise institucional. Conflitos entre Poderes constituídos, associados a uma calamidade pública e a outros fatores sociais concomitantes, podem culminar em desordem social. As Forças Armadas existem para a defesa da pátria, para a garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de quaisquer destes, para a garantia da lei e da ordem, a fim de preservar o regime da democracia participativa brasileira”, escreveu o PGR.

Leia a íntegra:

A propósito de interpretações feitas a partir de declaração ao programa Conversa com Bial sobre o artigo 142 da Constituição Federal, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirma:

A Constituição não admite intervenção militar. Ademais, as instituições funcionam normalmente. Os Poderes são harmônicos e independentes entre si. Cada um deles há de praticar a autocontenção para que não se venha a contribuir para uma crise institucional. Conflitos entre Poderes constituídos, associados a uma calamidade pública e a outros fatores sociais concomitantes, podem culminar em desordem social.

As Forças Armadas existem para a defesa da pátria, para a garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de quaisquer destes, para a garantia da lei e da ordem, a fim de preservar o regime da democracia participativa brasileira.

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

6 Comentários

Clique aqui para comentar

  • Segundo essa linha, tal artigo já poderia ter sido invocado dezenas de vezes.
    Judiciário interfere no Executivo e no Legislativo o tempo inteiro, tomando funções que não cabem à Suprema Corte.

  • A constituição só permite um monte de senadores, Deputados e Ministros do STF roubando. Mas militar não pode intervir!
    A democracia no Brasil só serviu pra proteger corruptos! Nem o nosso voto vale nada, se o supremo canetar!

  • Como faz falta o poder moderador de dom Pedro II nos dias atuais! Rui Barbosa,”No Império,o parlamento era uma escola de estadistas.Na República,um balcão de negócios”.Tenho o sonho de ver os últimos desejos de dom Pedro II concretizados,paz e felicidades para o Brasil.Monarquia Já!

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