Paulo Guedes: pacto federativo é agenda para o Congresso moldar o estado brasileiro

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Durante evento no BNDES, hoje (6/12), no Rio de Janeiro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, discursou sobre os entraves da economia brasileira como hiperinflação, juros multo altos, corrupção e estagnação econômica que geraram desequilíbrio em nossa economia nos últimos anos.

Por isso, a pasta vê a necessidade de analisar os 280 fundos e saber para onde estão indo os recursos públicos para então descentralizar tudo para os municípios onde está o povo brasileiro.

Hoje, o recurso fica na mão de algum ministério e não na gestão do município, onde se encontra o gestor que o povo elegeu, de acordo com Guedes.

Os campeões nacionais “pedalaram o BNDES“, mesmo o banco tendo um quadro técnico fantástico, para alavanca-los capturando o benefício dos recursos públicos por meio de quem tem mais poder político ou econômico.

Ninguém pode virar campeão nacional com o dinheiro público”, concluiu.

Explicou que os governos anteriores gastaram muito e gastaram muito mal o dinheiro público, assim os juros da dívida pública o Brasil equivale-se a um plano Marshall por ano.

As despesas de juros vão cair em 93 bilhões de reais, assegurou o ministro.

Para quê investir se emprestar dinheiro para o governo rende muito?“, indagou Guedes, dizendo que a missão agora é “despedalar” os bancos públicos pois tem gente que se especializou em viver do dinheiro público.

De acordo com o ministro, há um florescimento e aperfeiçoamento das instituições, pois disputas sobre a separação dos poderes são normais dentro de uma democracia.

O evento, salientou o ministro, era para inaugurar uma nova concepção do S do BNDES, que não é apenas social, agora é saneamento também, uma viga mestra do NOVO BNDES como articulador dessas políticas públicas tão importantes. Para salvar as crianças brasileiras da mortalidade, esse novo S é fundamental, reforçou Guedes.

A população paga tarifas cada vez mais caras, mas o aumento não vai no investimento em saneamento, senão para o aumento do salário dos funcionários das estatais de empresas de saneamento.

Além disso, ele disse também que há um conceito chamado “crowding out“, ou “efeito de deslocamento“, onde o governo expulsa empresas por meio das estatização excessiva, como ocorreu no período militar. “O que queremos fazer agora é a crowding in“, referindo-se a medida inversa ao efeito.

Essa medida colapsou o estado que perdeu a capacidade de investimento, explicou Guedes. O Brasil havia parado de investir em infraestrutura e o aumento de impostos virou aumento de salário, concluiu.

Estes impostos sobre folha de pagamento são crimes contra o trabalhador brasileiro, são armas de destruição em massa, finalizou.

Assista a apresentação completa abaixo

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