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PGR pede para o STF investigar Joice Hasselmann por falsidade ideológica e mais três crimes

Joice Hasselmann 2


A Procuradoria-Geral da República pede para que o Supremo Tribunal Federal (STF), investigue a candidata à prefeitura de São Paulo, Joice Hasselmann por Associação criminosa, constrangimento ilegal, difamação e falsidade ideológica.

A PGR pediu nesta segunda-feira (28), a instauração de inquérito pelos quatro crimes supostamente cometidos pela parlamentar. No documento enviado à Corte, o procurador-geral da República, Augusto Aras, citou artigos do Código Penal para listar de quais formas os crimes teriam sido praticados pela deputada.

No pedido enviado ao ao ministro Luís Roberto Barroso, Aras pede para ex-funcionários de Joice serem ouvidos pelas autoridades competentes durante a investigação.

Em junho, a Revista Terça Livre noticiou com exclusividade o relato de uma testemunha que fez denúncias contra a parlamentar, afirmando que Joice  teria ligação com o lobista condenado, por uma extensa lista de crimes, Roberto Bertholdo.

A testemunha revelou que Joice era íntima do lobista e que a deputada usava a sala dele para dar entrevistas e realizar reuniões.

“A Joice Hasselmann tinha acesso direto a Roberto Bertholdo. E íntimo. Inclusive, a Joice Hasselmann tinha o controle do portão. Ela chegava com seu carro, um Volvo branco, com controle do portão, abria o portão e entrava.” Disse a testemunha à época.

Segundo o site da CNN Brasil, o integrante do Supremo pediu mais informações para autorizar — ou não — o inquérito contra a filiada do PSL.

Em um dos trechos do documento, o PGR cita Constrangimento ilegal, previsto no artigo 146 do Código Penal (por ter a representada, supostamente constrangido seus assessores, mediante grave ameaça, a criar perfis falsos em redes sociais); difamação, previsto no artigo 139 do Código Penal (por ter, a representada e seus assessores, supostamente imputado a terceiros fatos ofensivos às suas reputações).

Além de falsidade ideológica, previsto no artigo 299 do Código Penal (face à suposta criação de perfis falsos em redes sociais, por meio da utilização de números de CPFs falsos); associação criminosa, previsto no artigo 288 do Código Penal (por ter havido suposta associação de várias pessoas para o fim específico de cometer crimes).

Denúncia de ex-funcionários

O pedido por parte da PGR é desdobramento de denúncia feita no início de junho por ex-funcionários de Joice Hasselmann.

Na ocasião, ex-colaboradores da deputada federal afirmaram que foram pressionados a disseminar ataques contra desafetos da hoje candidata à prefeitura paulistana.

Os ex-funcionários de Joice também denunciam que ela incentivava a criação de perfis falsos nas redes sociais para promover conteúdos de interesse próprio.

Joice nega prática de crimes

Diante do documento enviado ao STF, Joice Hasselmann criticou Augusto Aras de forma veemente.

[Ele] está dando um lance no leilão para a vaga que se abrirá no Supremo. Fica claro e evidente que o procurador está sendo boneco de ventríloquo dos meus desafetos políticos lotados no Palácio do Planalto, em função da minha candidatura à prefeitura de São Paulo. ” Disse.

A candidata à prefeitura de São Paulo ainda acusou Aras de usar o cargo para fins políticos e de perseguição.

“Beira a criminalidade o uso da mais alta instância do Ministério Público como instrumento político de perseguição com escancarada subserviência ao Poder Executivo. Isso sim é falsidade ideológica. O Ministério Público não merece tal representante e a lei do abuso de autoridade será invocada”, reclamou a integrante do PSL.

Com informações: Revista Oeste

Acompanhe os comentários desta notícia no Boletim da Noite desta segunda-feira (28):

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