Allan Dos SantosArtigos

Piñera vence no Chile e a esquerda perdeu mais um país na América Latina

Segundo Publimetro, jornal chileno, Olavo de Carvalho seria uma das inspirações de dois investigadores do “Observatório da Cultura São João Paulo II” sobre a influência do Foro De São Paulo na esquerda do país.

Bretas comenta no vídeo que “no Chile o Fórum de São Paulo é pouco conhecido, mas no Brasil você conhece muito principalmente graças a Olavo de Carvalho, um brilhante acadêmico que denunciou os abusos e despojou suas estratégias”.

Não é a primeira vez que Piñera é um incômodo para a esquerda chilena. Em 2009, Piñera conseguiu romper com décadas de hegemonia de governos esquerdistas no Chile após ser deputado e senador, liderando a renovação da direita com a chamada “Patrulha juvenil”.

Para a mídia mainstream, Piñera é apenas um empresário rico que usa do governo para ficar mais rico, como é o costume da Fake News ao tratar de pessoas de sucesso. É assim com Trump, Piñera e outros. Assim, o pesadelo da mídia é José Antonio Kast, defensor da família e da vida, é adjetivado de ultra direita.

Mesmo com a torcida dos jornalistas cubanos brasileiros, cujas matérias já davam como certa a vitória da esquerda, Piñera vence e Kast ganha mais força. Vejam os títulos das matérias pagas sobre a política no Chile:

  • Coalizão de esquerda Frente Ampla surpreende e se consolida como terceira força política do Chile (Revista Fórum);
  • Pró-Pinochet, candidato direitista quer Estado linha-dura e enxuto no Chile (essa foi a conclusão da Folha só por ele ter dito isso: “Muitas coisas do período Pinochet foram boas, como as medidas econômicas, a saúde e a educação. Eu proponho resgatar o que houve de positivo naquele tempo”);
  • Eleição no Chile será decidida por tamanho da rejeição a Piñera (Valor);
  • Piñera empurra esposa e é comparado à Trump (Veja);
  • No Chile, mobilização da esquerda deve decidir a eleição presidencial (El País);

Piñera é um empresário comprovadamente competente, ao contrário do Dória, que deixou o Chile com pleno emprego no fim de seu mandato, mas que, assim como o Dória, não entende bulhufas de guerra cultural. Não à toa o Chile terminou o mandato dele na mão da esquerdista Bachelet. Que os erros passados de Piñera na esfera cultural não se repitam ou que José Antonio Kast tenha mais força ao lado do novo presidente eleito e a esquerda, por mais unida que esteja, não terá mais tanta força popular assim na América Latina. Primeiro foi a Argentina, agora no Chile. Em 2018 o Brasil decidirá de que lado quer ficar.

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