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Polícia inicia investigações sobre cobrança irregular de aluguéis em prédio que desabou

A Polícia Civil de São Paulo já deu início às investigações sobre a cobrança irregular de “aluguel” nas ações da cidade de São Paulo a partir do caso do incêndio do prédio que fica no centro da cidade.

O inquérito foi instaurado após determinação do secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa. De acordo como secretário, associações diversas serão alvo de investigação por explorarem moradores em situação de vulnerabilidade.

Os coordenadores desses movimentos podem responder por diversos crimes, incluindo extorsão e lavagem de dinheiro. O incêndio e o desabamento ocorridos em São Paulo acabaram por revelar um esquema criminoso que pode ter diversos desdobramentos, inclusive ligações com o tráfico de drogas.

No caso do prédio que pegou fogo, há relatos de cobranças de valores de até R$ 400. A Polícia Civil quer rastrear o dinheiro e saber como essas organizações de fato funcionam.

Uma pessoa que foi ouvida relatou que trabalhou por três anos para um dos movimentos e era responsável por descobrir e arrombar prédios vazios. Para isso, ele paga propina para porteiros e seguranças de rua. Uma forma de identificar as localidades que poderiam ser invadidas.

As propinas – segundo ele – variavam de valor e houve até pagamentos de R$ 5 mil. Já são alvo da investigação os líderes de invasões Ananias Pereira dos Santos, Nireude de Jesus e Hamilton Resende, que eram coordenadores do prédio invadido no Centro da cidade.

De acordo com uma ex-moradora, o grupo tinha carros do ano, roupas de marca, dentre outros produtos que denunciavam que as invasões eram lucrativas para os líderes.

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