Por conta de paralisação, Rodrigo Maia entra em rota de colisão com Executivo



O governo federal ainda enfrenta dificuldades para lidar com a paralisação dos caminhoneiros em todo o país. A situação gerou uma “rota de colisão” entre o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (Democratas) e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

Isto torna ainda mais difícil para o governo concretizar suas propostas ou tentar repassar a conta.

Para Maia, as declarações do ministro foram irresponsáveis quando este falou de aumento de impostos e redução de benefícios de tributos sobre o diesel. O presidente da Câmara destacou que o parlamento não votará propostas que aumentem impostos.

Maia elevou o tom: “Não vai ter porque isso aqui é uma democracia e ele não manda no Congresso Nacional”. Segundo Maia, as falas do membro do Executivo se chocam com a pauta dos caminheiros, que quer redução de impostos. “Ele fala o contrário e sabe muito bem que no Congresso não haverá aumento de imposto”.

“A expectativa é que haja excesso de arrecadação de R$ 13 bi só para o governo federal e de R$ 14 bi para estados e municípios. O projeto de cessão onerosa, se for acelerado, pode garantir arrecadação extra para o governo da ordem de U$ 40 bi. Não podemos brincar com o momento em que o país vive. Não há espaço para aumento de imposto”, destacou o presidente da Câmara.

No Senado, Eunício Oliveira (MDB), mesmo sendo do mesmo partido do presidente Michel Temer, destacou que nada será feito às pressas. “Estamos buscando os entendimentos para ninguém fazer nada açodado, nada que prejudique a população, que crie mais carga tributária. Estamos discutindo com os parlamentares e com a área econômica”.

O estamento governamental “bate-cabeça” diante da situação.

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Redação TL

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  • Esse senhor, Rodrigo Maia, juntamente com Temer, possue alguma credibilidade frente a sociedade nacional brasileira? Há algum político de respeito no Brasil? Pelo que eu saiba, até que me provem o contrário, somente dois homens públicos possuem alguma credibilidade até o momento, o Juiz federal Sérgio Moro e o senador Álvaro Dias, os dois do Paraná.

  • Álvaro Dias fez foi líder da oposição ao Governo Petista e foi o maior banana assada que já vimos na história do país. Acompanhei várias e várias de suas entrevistas na época indignado por não ter nenhuma representatividade quanto a Cleptocracia que hoje é obvia a todos. Se não é desonesto, incompetente posso afirmar que é. Desarmarmentista, legalizador de drogas… só falta ele defender aborto. Tá mais pra Direita ripe.

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