Porta dos Fundos pode ter acertado radicais islâmicos ao atacar cristãos, sugere jornalista



O Porta dos Fundos pode ter que enfrentar mais do que apenas processos judiciais no Brasil.

Em vídeo publicado no Youtube, o iraniano Alí Qomi, pede que os muçulmanos reajam ao filme “Especial de Natal – A Primeira Tentação de Cristo”, produzido pela Netflix.

“Justo no natal, quando os fiéis querem comemorar o nascimento [de Jesus], não importa que seja um nascimento histórico ou simbólico, o importante é recordar o santíssimo Jesus, a bendita Virgem Maria”, disse o iraniano em vídeo publicado no Youtube.

O jornalista Leonardo Coutinho, autor do livro “Hugo Chávez, o espectro” aponta que, definitivamente, os problemas do Porta dos Fundos, não são as ações judiciais e as queixas de cristãos brasileiros.

“Trata-se de algo preocupante e potencialmente perigoso. Qomi ressalta que a violência não deve ser aplicada contra o Porta dos Fundos. Fala em ações ‘racionais’, mas sugere como exemplo a fatwa (decreto) que o aiatolá Khomeini fez contra Salman Rushdie. Pena de morte.”, escreveu Coutinho em seu perfil no Twitter.

Em 14 de fevereiro de 1989, o aiatolá Khomeini, líder supremo da Revolução Islâmica do Irã, sentenciou à morte o escritor britânico Salman Rushdie por um romance acusado de ridicularizar o Alcorão e Maomé, “Os Versos Satânicos”.

O jornalista salienta ainda que Alí Qomi é genro de Mohsen Rabbani, acusado de arquitetar os atentados contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) na Argentina.

“Minhas fontes explicam que Qomi é o sucessor de Rabbani no comando da expansão das operações ‘culturais e religiosas’ do #Irã na América Latina”, frisa Coutinho.

“Qomi passou a substituir o sogro Rabbani, por causas das limitações que ele passou a ter depois que seu nome entrou na lista de procurados da Interpol. A foto abaixo foi tirada há mais de uma década. Ao centro (quadro negro) está Rabbani. Ao fundo, de turbante, está Qomi”, completa.

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(Reprodução – Twitter)

Leonardo Coutinho diz que Rabbani e Qomi estão cercados de alunos latino-americanos. “Todos marcados são brasileiros. O curso foi descoberto em 2011. Alunos recrutados em centros islâmicos e formados na cidade sagrada de Qom. Acompanho vários deles. Não podem ser chamados de moderados”, afirma.

O jornalista brasileiro também pontua que “Qomi está furioso porque Jesus é para o Islã um profeta importante, que teria preparado a vinda de Maomé e faz parte de uma profecia apocalíptica, segundo a qual Ele voltará à Terra para, junto com um imã que peregrina oculto pela Terra (Madhi), dar início ao juízo final”.

E finaliza dizendo que o fato de Qomi ser genro de Rabbani não o torna um terrorista. “Mas, ele convive com um. Com vários. Este é o perigo. Ele não pregou abertamente a violência contra o  Porta dos Fundos mas é um termômetro de um sentimento potencialmente letal”.

Vídeo de Ali Qomi

No vídeo publicado no Youtube, Alí Qomi cita outros momentos em que o Porta dos Fundos atacou a fé cristã.

Em 2013, o “Especial de Natal”, de acordo o Qomi, teve conteúdo baseado em escárnio e intolerância religiosa. “O vídeo mostra que teria havido relação sexual entre a Santíssima Virgem Maria e Deus, o que teria levado à gestação de Jesus. Asqueroso”, pontuou.

Já em março de 2017, o filme “Esquerda túnica” retrata Jesus como um militante de esquerda, defensor do Movimento Sem Terra e das prostitutas e defensor do igualitarismo.

Em junho do mesmo ano, o filme “Céu católico” aponta “critérios católicos” para entrar no céu e que, para os católicos, Hitler estaria no céu.

“A quantidade de ‘não gostei’ no YouTube foi de 84 mil, mostrando a insatisfação do público a esta ‘crítica’. Além disso, o vídeo gerou um processo legal de uma associação católica”, pontua Alí Qomi.

Ao final de 2019, retornaram com o “Especial de Natal – A primeira tentação de Cristo”, disponível na Netflix.

Qomi ressalta que grupos cristãos pediram boicote ao filme e que o bispo católico Dom Henrique Soares da Costa recomendou o cancelamento de contas na plataforma de streaming. O iraniano também recorda que foi criada uma petição contra o filme e ultrapassou 1,6 milhão de assinaturas.

Como forma de reação ao “Especial de Natal”, Alí Qomi sugere algumas medidas, como por exemplo, união entre cristãos e muçulmanos; cancelar contas na Netflix; denunciar e parar de seguir o Porta dos Fundos no Youtube; o papa deve condenar o filme; os deputados devem criminalizar os autores e os sacerdotes, devem se manifestar nas redes sociais e despertar os fieis.

Assista ao vídeo:

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