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Presidente palestino Mahmoud Abbas foi um agente da KGB

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Publicado em The Daily Wire

O canal de notícias de Israel, Channel 1, obteve documentos dos arquivos soviéticos que revelam que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, foi um agente da KGB. Autoridades palestinas imediatamente negaram as alegações, afirmando que essas notícias não passam de “calúnia”.

Mas de acordo com um relatório da análise conduzida pelos proeminentes pesquisadores israelenses Isabella Ginor e Gideon Remez, Abbas, codinome “Krotov” (ou Toupeira), trabalhou para a inteligência soviética sob a supervisão de Mikhail Bodganov, um alto funcionário da KGB residente em Damasco. Até o dia de hoje, Bodganov ainda ocupa um lugar de destaque no governo russo, trabalhando como o emissário  para o Oriente Médio do presidente Vladimir Putin (ele próprio um ex-agente da KGB). Apesar (ou talvez, por causa?) das suas atividades clandestinas com Abbas, Bodganov tem atuado como mediador entre governo Fatah de Abbas, na Cisjordânia, e do governo do partido Likud do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Israel. Na verdade, apenas na última semana ele tentou (mas falhou) organizar uma cúpula de paz entre as duas partes em Moscou.

Os documentos revelam uma extensa relação entre a União Soviética e o nascente movimento nacionalista palestino, criado no final dos anos 1960. Na época, os soviéticos estabeleceram um canal secreto com o grupo guerrilheiro inclinado ao terror de Yasser Arafat, a Organização de Libertação da Palestina, ou OLP. Abbas teve um papel fundamental nas comunicações conspiradas, funcionando como o elemento de conexão. Dessa maneira, a OLP colaborou estreitamente com a KGB, recebendo armas soviéticas para lançar guerra assimétrica contra o Estado de Israel.

Ainda não está claro quando exatamente Abbas começou a trabalhar para o escritório da KGB em Damasco para facilitar o arranjo entre a OLP e a União Soviética, mas, de acordo com os documentos, sua colaboração provavelmente começou após 1983.

No início de 1980, Abbas estava estudando em uma universidade de Moscou. Ele viajou para a capital soviética para defender sua virulenta e anti-semita tese de doutorado, intitulada “O Outo Lado: a relação secreta entre o nazismo e o sionismo.” A tese nem sequer esbarra no rigor acadêmico, pois é repleta de revisionismo histórico e negação do Holocausto. Não surpreendentemente, muitos dos principais pontos argumentados na tese vêm direto de publicações populares soviéticas anti-semitas, incluindo o panfleto conspiratória conhecido como “Os Protocolos dos Sábios do Sião”, um texto que impressionantemente consegue consolidar quase todas as alegorias históricas anti-semitas e comprime tudo em uma narrativa de ódio contra uns tais judeus de uma cabala secreta, de nariz adunco, corcundas, ávidos pelo dinheiro e que querem controlar o mundo. O texto é ainda incrivelmente popular em todo o mundo árabe. Em alguns territórios islâmicos, incluindo a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, é um best-seller que é ensinado às crianças nas escolas como fato histórico.

Os documentos que esclarecem a conexão de Abbas com a implacável polícia secreta soviética foram contrabandeados para fora da antiga União Soviética pelo experiente arquivista da KGB Vasili Mitrokhin. Mitrokhin desertou para o Reino Unido em 1992, fornecendo grandes quantidades de documentos secretos para a inteligência ocidental. Em conjunto, os documentos fruto do contrabando de Mitrokhin passaram a ser conhecidos como o “O Arquivo Mitrokhin”.

A maioria dos documentos do arquivo, alguns dos quais incluem notas manuscritas de Mitrokhin, ainda são classificados como secretos pelo serviço de inteligência britânico, o MI5.

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