Previdência: desmascarando algumas das principais falácias sobre o tema



O plenário da Câmara dos Deputados iniciou nesta terça-feira (9) a discussão da proposta de reforma da Previdência (PEC 6/19).

Aprovada na madrugada de sexta-feira (5) na Comissão Especial, após 16 horas de debates, o texto precisa do voto favorável de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação para ir à análise do Senado.

Se aprovada, a reforma trará inúmeros benefícios ao país. Mas as falácias, principalmente de partidos de oposição e da esquerda, têm confundido a população sobre a real necessidade da nova Previdência.

Em entrevista ao Terça Livre, no Boletim da Noite da última sexta-feira (5), o professor de Direito Tributário, Alexandre Pacheco, desmascarou as principais falácias sobre o tema.

Uma das maiores falácias é sobre a inexistência do rombo previdenciário. Pacheco explica que o gasto total do governo com a previdência é de R$ 600 bi e que o governo arrecada com tributos previdenciários, R$ 400 bi.

“Então, o déficit da Previdência é de R$ 200 bi por ano. Não existe ’emoção’ nestes números: o governo gasta mais do que arrecada.  Os relatórios que os próprios governos do PT produziam, do Banco Central, do Ministério da Fazenda e do TCU, todos eles apresentaram déficit e o mercado financeiro está em pânico com a existência dele”, explica.

Outra discussão bastante comum é de que, por contribuírem, os trabalhadores têm direito à aposentadoria e a reforma seria um roubo.

“Imagine que você tenha R$ 50 mil para comprar um carro, chega numa concessionária e diz que o preço justo cara o carro, que custa R$ 500 mil é R$ 50 mil? Então, essas discussões de que se eu pago, eu tenho direito de receber, têm um limite, porque o que as pessoas contribuem hoje de Previdência, não é suficiente para pagar o que elas resgatam depois de Previdência”, explicou o professor Alexandre. “Acontece que principalmente a constituição de 88, deu uma série de benefícios Previdenciários as às pessoas e essa bomba foi aumentando ao longo dos anos. O dinheiro acabou. Não adianta as pessoas quererem insistir nessa tecla de ‘eu tenho direito'”, completou.

A nova versão da reforma da Previdência, apresentada pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP), prevê um impacto de R$ 1,074 trilhão em dez anos. A conta inclui redução de despesas (R$ 933,9 bilhões) e aumento de receitas (R$ 137,4 bilhões) com impostos incluídos pelo relator.

Prevê ainda uma economia de R$ 688 bilhões com o Regime Geral da Previdência Social; de R$ 136 bilhões no regime dos servidores federais; R$ 74 bilhões com o abono salarial; e R$ 33 bilhões com uma mudança feito pelo relator para prevenir fraudes no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Confira na íntegra as explicações do professor Alexandre Pacheco sobre a Previdência e sobre outros assuntos relacionados à economia: 

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

2 Comentários

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  • Gente, o Brasil acabou … existe uma casta que se acha mais brasileiro do que os outros, para esses o Brasil é ótimo, há leis protetoras dessa gente. É a gente do mercado, elegantérrima, glamorosos. Quanto ao resto o destino é trágico. Vamos demorar mais 500 para sermos cidadão, se começarmos amanhã a reduzir as desigualdades, a ter educação. Essa nação precisa ser humanizada … menos arma, mais alma!

  • Aloisio, vamos a 2 pontos de seu discurso esquerdista que simplesmente fazem sentido só para quem come religiosamente todo dia um pão com mortadela fornecido por algum sindicalista corrupto. Primeiro ponto, o que é * gente do mercado * ? Se você se refere a grandes investidores do mercado financeiro, desculpe te lembrar, mas o maior deles é um tal George Soros que enfia dinheiro a rodo em organizações esquerdistas, isso só para citar o principal. Segundo ponto * menos armas, mais alma *, vai dizer isso para o traficante lá no moro do Borel e depois conta aqui o que ele te respondeu, vai dizer isso para o pai de família que trabalha arduamente 1 mês inteiro para ganhar um salário miserável e ter que dar todo o seu suor que seria para a manutenção de sua família a duras custas pelo mês subsequente à um menino, menor de idade diante da apresentação de uma arma, sem ter direito a se defender. Só para encerrar, precisamos de mais educação? Incrível, só depois de quase 2 décadas de governos de esquerda você pensa isso? E mais, ué, tantos anos de esquerda roubando o País de todo jeito possível e só agora você está preocupado com desigualdade social?

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