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“Primeira-dama da Rocinha” pede prisão domiciliar ao STF: “tenho filha pequena”

Conhecida como “primeira-dama da Rocinha”, Danúbia Rangel – mulher de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, apontado como chefe do tráfico na Rocinha – pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) converta sua prisão preventiva em prisão domiciliar. A decisão da Segunda Turma do STF, em 20 de fevereiro, que autorizou que mulheres grávidas ou que tenham filhos de até 12 anos vivendo dentro ou fora das celas sejam transferidas para a prisão domiciliar, serviu de argumento para que a defesa de Danúbia fizesse o pedido. A acusada informou ter um filha pequena, nascida em 19 de março de 2010.

Danúbia, está presa no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio desde outubro do ano passado. Segundo a polícia, ela era a porta-voz do marido, preso num presídio federal em Porto Velho, capital de Rondônia.

Após Danúbia ser presa em outubro, por ordem da 40ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, a defesa recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) do estado alegando ter “uma filha de tenra idade”. Mas a decisão foi mantida. Houve então recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas ele foi negado novamente. No recurso ao STF, a defesa destacou que ela foi condenada apenas em primeira instância. A orientação do próprio tribunal é de que a prisão ocorra após condenação em segunda instância, embora também permita que, dependendo do caso, a execução da pena possa começar antes.

Danúbia é apontada como a pessoa que deu o recado de Nem determinando a expulsão de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, da Rocinha, mas Danúbia foi expulsa da favela da Zona Sul pelo bando de Rogério. Ao prestar depoimento, a mulher de Nem negou as acusações e saiu chorando e dizendo não ter feito nada.

A mulher de Nem foi condenada a 28 anos de prisão por tráfico de drogas e corrupção ativa. A condenação saiu em março de 2016, uma semana depois de ela ser absolvida de um processo por suposta associação para o tráfico e ter deixado a cadeia. Procurada desde então por policiais civis e militares, inclusive em outros estados, a mulher de Nem afirmou aos agentes que a encontraram nada saber sobre a guerra na Rocinha.

Mesmo preso numa penitenciária federal de segurança máxima em Porto Velho, Nem, segundo investigadores, conseguiu transmitir uma ordem para a facção Amigos dos Amigos invadir a Rocinha no último dia 17, para tentar tomar bocas de fumo controladas por Rogério 157, seu antigo homem de confiança, que se aliou ao Comando Vermelho.

Informações: O Globo

 

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