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Professores votam contra adesão à greve na UFSC

Foto: Diana Koch/Imprensa Apufsc
 


Os professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) não quiseram aderir à greve por tempo indeterminado na instituição.

De acordo com as informações do Sindicato das Universidades Federais de Santa Catarina (APUFSC) a participação de 1.191 docentes filiados (42%) na votação eletrônica sobre a greve foi considerada recorde, a maior Assembleia de toda a história da Apufsc-Sindical em participação.

Segundo os dados, 72,7% dos professores sindicalizados que estão na ativa, votaram na Assembleia Geral Extraordinária.

Dos 1316 professores aptos a votar, 957 participaram da votação. Optaram por não aderir à greve por tempo indeterminado 649 (67,8%) deles. Outros 300 (31,3%), votaram sim à paralisação. Houve ainda oito votos em branco.

Entre os aposentados, a participação foi de 15% dos aptos a votar, com um total de 228 votos.

Entre os inativos também prevaleceu o Não com 137 votos (60%), e o Sim recebeu 82 votos (36%), percentagem maior do que entre os professores da ativa. Houve nove votos em branco entre os inativos.

No cômputo geral, o Não à greve por tempo indeterminado teve 787 votos, o Sim obteve 387 e houve 17 votos em branco.

O Sindicato explicou, em nota, que uma reunião do conselho da entidade será feita nesta sexta-feira (20) para avaliar o resultado da votação e definir outras medidas de mobilização.

Apesar de votarem contra a greve, o sindicato considera justa uma paralisação de 48 horas nos dias 2 e 3 outubro, acompanhando acompanhando uma paralisação que deve ser nacional. “E temos a certeza de que a maioria da categoria decidirá, com bom senso, continuar em defesa da universidade pública usando instrumentos apropriados”, enfatiza a nota.

Ainda segundo a APUFSC,

o que o resultado da votação mostra é que a maioria dos professores avalia como nós que, a despeito da justeza ou não do instrumento de luta, não há neste momento possibilidade de uma greve nacional forte por tempo indeterminado. Muitos confundem desejo com realidade, apostas com possibilidades, repetindo jargões que servem mais para coibir análise e argumentos racionais.

Entre as reivindicações pelas quais a paralisação é motivada, está o contingenciamento de cortes no setor da educação e o lançamento recente do programa “Future-se”, do Ministério da Educação.

Tabela de votação por Centro e Campi:

Setor  Sim   Não  Branco Total
ARA 13  29 1   43
BLU   6   8 0   14
CTB   4  23 0   27
JOI   4  21 0   25
CCA 20  27 2   49
CCB 38  47 2   87
CCE 43  84 0 127
CCS 57 110 3 170
CCJ   7    9 1   17
CDS   6  18 0   24
CED 66  56 2 124
CFH 41  68 4 113
CFM 29  73 0 102
CSE 17  37 0   54
CTC 36 177 2 215

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

8 Comentários

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  • Parabéns aos Professores da UFSC! Aliás, SC tem feito excelente trabalho – primeiro contra a tecnologia 5 G e agora contra a greve!

  • Eu acho que só vale a pena fazer greves se as reivindicações são pertinentes à sua categoria e se há uma chance real e razoável de serem atendidas dentro de um tempo razoável. Caso contrário é pura BADERNA/MIMIMI! 😉 KKKKKKKKKKK! 😀

  • qualquer pessoa com um pouco de discernimento sabe que o contingenciamento foi feito pela falta de dinheiro e que o MEC foi uma das pastas menos afetada, portanto, não é uma questão de querer e sim de possibilidade e os que são contra esse contingenciamento deveriam dizer como o governo poderia atender a reivindicação sem incorrer no crime de responsabilidade fiscal.

  • Militantes petistas, estudantes de merda, vão para a sala de aula e parem de atrapalhar quem quer estudar!!! Respeitem NOSSO DIREITO de querer estudar, não é o contrário seus FDP, me da nojo desta gentinha de cabelo esquisito, se esfregando pelos corredores, fazendo anarquia, defendendo bandeira vermelha, afiliados do sindicato corrupto. Chega disto, vamos estudar bando de vagabundos, inúmeros estudantes prejudicados por causa da minoria sem-vergonha.

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