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Promotoria dos DH de SP ostenta Marighella como vítima e quer censura a quem citar Ustra

 


O caso do bloco carnavalesco “Porão do Dops”, de autoria dos fundadores do grupo Direita São Paulo, pode resultar em um grave precedente contra a liberdade de expressão se aceito o pedido da  Promotoria dos Direitos Humanos de São Paulo nos autos da Ação Civil Pública 1006232-75.2018.8.26.0100.

A promotores da área de Direitos Humanos Bruno Orsini Simonetti e Eduardo Ferreira Valério  apresentaram no último dia 21 de setembro impugnação à defesa do grupo Direita São Paulo na ação em que foi determinada a proibição do bloco no carnaval de 2018. Na impugnação, os promotores deixam claro que o seu objetivo é o de proibir qualquer manifestação futura, e não apenas no carnaval, do DSP que enalteça de alguma forma o Cel. Ustra.

A fim de justificarem a censura requerida na ação, os promotores, com base no controverso relatório produzido pela Comissão Nacional da Verdade, apresentam como vítimas de crimes contra os direitos humanos de responsabilidade do Cel. Ustra, além do terrorista Carlos Marighela, mais outros 3 nomes:  Crimeia Alice de Almeida, Inês Etienne Romeu e Eduardo Collen Leite.

Como o terrorista Marighela dispensa apresentações, vamos aos outros personagens citados na ação pelos desastrados membros do ministério público paulista.

Crimeia foi uma terrorista membro da ALN que lutou na Guerrilha do Araguaia. Ela estava grávida quando decidiu se juntar aos outros guerrilheiros. Inês, terrorista da VPR de Dilma Roussef, foi condenada a 30 anos de prisão pelo assassinato do policial federal Hélio Carvalho de Araújo, no sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher em 1972 (sobre o caso de Inês leia mais aqui). Eduardo foi terrorista comunista de extensa ficha-corrida, seu codinome era “Bacuri”, e foi responsável por um dezena de roubos a banco e os sequestros do cônsul do Japão em São Paulo e do embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Hollebem, no Rio de Janeiro. Nesse último caso, Bacuri assassinou com tiros na cabeça o policial Irlando de Moura Régis que fazia a guarda do diplomata.

Os promotores, além de tratarem criminosos perigosos como vítimas, ao serem confrontados com a juntada aos autos da pesquisa do projeto stbnobrasil.com, que deu origem ao livro 1964 O Elo Perdido (disponível em livraria.tercalivre.com.br), e que comprova com documentos de fonte primária a influência das ditaduras comunistas do bloco soviético no Brasil da década de 60, limitaram-se a classificar os fatos como teoria conspiratória, afirmando com empáfia que (sic) …Livros e artigos, que indicam possíveis conspirações não são suficientes para superar a verdade histórica consolidada através da Comissão Nacional da Verdade. Infelizmente, os documentos de fonte primária dos arquivos do Instituto para o Estudo dos Regimes Totalitários da República Tcheca, uma das mais conceituadas instituições da Europa na luta pelos direitos humanos, foram ignorados pela Promotoria dos Direitos Humanos de São Paulo.

Em contato com o fundador do grupo DSP, Douglas Gracia, ele disse ao Terça Livre que já apresentaram uma manifestação final nos autos da ação em que insistem na legitimidade de sua manifestação no carnaval. Reforçam que não vão se conformar com a tentativa do MP paulista de impor censura ao grupo. Segundo Douglas, seus advogados já pleitearam a oitiva dos membros da Comissão Nacional da Verdade para que respondam se os documentos do arquivos do serviço secreto comunista citados nos autos foram pesquisados para elaboração do relatório da CNV, tomado pelos promotores como única verdade aceitável. Também foi requerida a nomeação de um tradutor para auxiliar a juíza do processo na apreciação dos documentos em língua tcheca que comprovam a participação de brasileiros em operações financiadas por estados estrangeiros para implantarem aqui uma ditadura comunista.

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Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

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