Proposta permite que psicólogos tratem transtornos relacionados à identidade de gênero

deputado pastor sargento Isidório


Permitir que psicólogos atendam casos de problemas de ajustamento e transtornos psicológicos, inclusive os relacionados à identidade de gênero e à orientação sexual, é o que propõe o projeto de lei do deputado pastor sargento Isidório (AVANTE-BA), apresentado dia 29 de maio na Câmara dos Deputados.

Segundo o parlamentar, trata-se de garantir àquelas pessoas que enfrentam dificuldades na definição de sua orientação sexual, qualquer que seja ela, que, se assim desejarem, possam obter acolhimento e auxílio psicológico.

O parlamentar argumenta que é inegável, e as pesquisas científicas o atestam, que transtornos referentes à identificação de gênero e à orientação sexual causam enormes sofrimentos a um grande número de pessoas.

Confira um trecho do texto:

“Dentre essas pessoas, as que mais nos preocupam são as crianças, adolescentes e jovens que, ainda em fase de formação psicológica, portanto sendo mais vulneráveis, podem enfrentar dificuldades, conflitos e crises de identidade tão sérias decorrentes da sua sexualidade que, em alguns casos – infelizmente cada vez mais frequentes – tem levado muitas dessas pessoas ao suicídio.

Nesse sentido, vedar o acesso de pessoas com tamanho sofrimento ao atendimento por profissionais da Psicologia, tão importantes para a nossa sociedade, remete-nos aos editos e decretos nazistas.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Seguridade Social e Família; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Redação TL

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11 Comentários

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  • O psicólogo sim acolhe, ouve, mas não reverte a escolha sexual do sujeito, o psicólogo junto com cliente possibilita que o mesmo reconheca seus conflitos chegando ao autoconhecimento e desejos, o psicólogo não trata o que não e doença, escolha sexual não e um transtorno, a categoria deveria ser mais respeitada, e o sujeito que procura o psicólogo também, se a pessoa mudou sua orientação sexual e porque assim desejou não por que foi curada.

  • Orientação sexual não é transtorno. De novo, essa velha e ridícula posição. Muita falta de respeito com os outros.

  • O poder público não tem condições condições de.manter questões questões básicas na rede pública de saúde saúde como remedios de baixos custos ou ortopedista nas emergências. vai lá se preocupar em gastar dinheiro com um projeto deste, só enalter o ego de malucos .O Brasil tá assim tanto problema sério pra se resolver e os políticos procurando pele em ovo pra fugir da Real necessidade do país.

  • Os comentários indignados versam sobre o absurdo de tipificar como doença ou transtorno mental, a orientação sexual das pessoas, também conhecida como escolha sexual. Contudo, o texto versa sobre o tratamento de transtornos relacionados à identidade de gênero, ou seja, teata de uma outra questão. Se sentir homem ou mulher é uma coisa, enquanto sentir desejo sexual por um homem ou uma mulher é outra coisa. É necessário que não se faça confusão.
    E por último, também é necessário que se compreenda que existem transtornos relacionados à uma infinidade de questões, incluindo os sentimento s e as dúvidas de ser homem ou mulher. Portanto, se existe a procura de atendimento por algum sujeito que se diga em conflito com algo, ainda que esse algo esteja relacionado à sua identidade de gênero, esse sujeito precisa ser atendido por um psicólogo!

  • Promover o acesso das pessoas ao profissional de psicologia é muito válido, mas colocar as questões de gênero, como um transtorno psicológico é, no mínimo, ridículo!
    Eventualmente jovens podem sentir-se confusos em relação a inúmeras questões, entre elas, a orientação sexual, mas o acompanhamento de um profissional é para ajudar a tomar suas próprias decisões, não na reorientação em um sentido ou outro!

  • É criminoso impedir alguém de buscar algum tipo de resolução para a sua sexualidade, tanto para se assumir homossexual, como para ser ajudado a se livrar de alguma inclinação sexual com a qual não está se sentindo confortável e tentar se ajustar e se firmar no lado que tenha escolhido. O que o Conselho de Psicologia, referendado pelo STF, tem como diretriz atualmente, tem apenas fundamento ideológico e não produz bem estar para quem está em busca de outra resolução impedindo a pessoa de buscar atendimento e apoio técnico profissional. A liberdade de ¨tratamento¨, se é que essa é a palavra correta, deveria ser a premissa básica e não o impedimento para apenas um lado e o completo apoio para o outro. Quem deveria decidir é quem está sofrendo com a situação. Por falar em Psicologia, li um artigo em uma revista do CRP deste mês de junho, que falava sobre como combater a onda conservadora e pude notar que quem escreveu, não tem a menor noção do que é conservadorismo, pois toda hora explanava o tema em idéias moralistas, fazendo uma imensa confusão, aparecendo apenas o viés progressista Marxista da autora. O texto não tem valor nenhum como referencia sobre conservadorismo, demonstrando desconhecimento ou desonestidade intectual.

  • Nem o texto nem a proposta a que se refere estão generalizando “questões de gênero” como transtorno psicológico.
    Afirma-se, isto sim, que pode haver transtornos e dificuldades no tocante à orientação sexual e, nesse sentido, merecem a atenção e a ajuda de um profissional da área.
    O que se nota, como em alguns comentários aqui, é a blindagem que tentam impor sobre o assunto, querendo a todo custo forçar o entendimento de que tudo relacionado a gênero é perfeito e não pode ser causa de problema individual passível de auxílio psicológico. Trata-se de um nítido viés ideológico, de cunho totalitarista, intolerante e profundamente desumano.

  • É uma vitória para os justos e aqueles que sofrem e que estariam condenados a sofrer eternamente pois grupos militantes político-ideológicos que ignoram a ciência agem apenas com base em seus preconceitos para tentarem moldar o mundo a seu gosto e vontade perpetuando a grande mentira que é a ideologia de genero.

    Agora a cura pra quem enfia cruxificos no cu está mais próxima do que um milagre.

  • A/o psicóloga/o atende quem está em sofrimento. Se o sofrimento é relativo a sua sexualidade ou a sua identidade de gênero, com ctz, o paciente/cliente será atendido. Ele/ela não será atendido com o objetivo de “mudar” sua sexualidade ou gênero para alguém (pais, pastores, padres, professores, amigos, etc) que afirma q é o certo, esta decisão é única e exclusivamente do paciente. Logo, este projeto é bem desnecessário, deveriam se preocupar com outras questões mais relevantes p país!!

  • Prosta maravilhosa, mas como seria agora que o STF aprovou a criminalização da homofobia?
    Não colocaram critérios nem parâmetros sem dizer que o STF não pode legislar mas se assim o faz como seria com a aprovação do projeto de lei do deputado pastor sargento Isidório? Projeto esse que segue os tramites normais e que vem da casa legisladora.

  • Orientação sexual EGODISTÔNICATA é transtorno e DEVE ser tratada, sim! Obstruir esse tratamento deveria ser considerado CRIME contra Saúde Pública!!!
    Claudemiro Soares
    Especialista em Políticas Pública (UFG) e Mestre em Saúde Pública (Fiocruz). Autor do livro Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino?

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