PT e MDB unidos em Alagoas após convenção partidária petista



O PT já bateu o martelo em Alagoas e se uniu de vez ao senador Renan Calheiros e ao governador Renan Filho do MDB. Mesmo tendo rompido com a legenda logo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), por acusar o MDB de “golpista”, não foi difícil a recomposição.

Como Renan Calheiros passou a ser um dos ferrenhos opositores ao presidente Michel Temer (MDB), isso contou para a narrativa petista no Estado. Além disso, o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), sempre foi um defensor da reaproximação entre as legendas. Ele era contra o rompimento em Alagoas.

Renan Calheiros é um dos que defende a candidatura de Lula à presidência, mesmo se tratando de alguém condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Enfraquecido e sem vida própria em Alagoas, o PT terá apenas um candidato a deputado federal, que é Paulão. Os demais nomes da legenda no pleito disputaram vagas na Assembleia Legislativa do Estado dentro de um chapão que inclui o MDB e uma longa lista de partidos.

Em 2016, Paulão disputou a Prefeitura de Maceió. Mas amargou uma derrota que o deixou nas últimas posições. Naquele pleito, o PT foi rejeitado pelos maceioenses e não elegeu sequer um vereador. Ao contrário, o partido ainda teve perdas, pois muitos de seus quadros – temendo os resultados eleitorais – deixaram a legenda.

É o caso do deputado estadual Ronaldo Medeiros, que saiu do PT e foi para o MDB. É também o caso do petista histórico Judson Cabral, que foi para o PDT. Como acontece em muitos estados, o PT de Alagoas entra no pleito mais enfraquecido que em anos anteriores.

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