Quando é com a direita, Maria do Rosário quer resolver no berro e no empurrão, diz Tamires De Paula

Foto: Reprodução


A deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) foi flagrada em um novo episódio de ira nesta quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados.

O episódio ocorreu quando Tamires De Paula e o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) viram que Maria do Rosário fazia um vídeo em elogio à charge do cartunista Carlos Latuff.

A arte mostra um policial que mata um rapaz negro, que está algemado e estendido no chão. Em contato com o Terça Livre, a porta-voz do movimento Direita Itapeva relatou que, ao se depararem com a cena, ela e o deputado começaram a filmar a atitude da deputada.

“Ela não gostou da filmagem, talvez tenha me identificado como a menina do vídeo do capitão cueca e começou a fazer aquele escândalo todo”, explicou. (Relembre o caso).

A partir de então, a deputada começou chamar a Polícia Legislativa. Os vídeos gravados por Tamires mostram Maria do Rosário impedindo a passagem e empurrando Daniel Silveira. Tamires também chegou a ser empurrada.

Outro momento “interessante” é quando a parlamentar chama Tamires e Daniel de canalhas e em seguida diz que não chamou ninguém de canalha.

As filmagens repercutiram nesta quinta-feira (21) nas redes sociais e estiveram entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Em seu perfil na rede social, o deputado Daniel diz que Maria do Rosário “não se conformou por repudiarmos seus aplausos a uma charge maliciosa, que faz alusão ao ‘genocídio promovido pela PM’. Aos gritos e empurrões, quis impedir nosso trânsito no local”.

Para Tamires, a petista diz que luta pelos “direitos humanos”, que é aberta ao diálogo e que a esquerda e a direita têm espaço, mas “quando é com a direita, ela quer resolver no berro e no empurrão”, declarou.

Vale lembrar que antes do episódio envolvendo Maria do Rosário, o cartaz de Latuff já havia sido alvo de manifestações na Câmara.

A exposição tinha como tema a Consciência Negra e estava no corredor que une o prédio principal da Câmara dos Deputados aos anexos 2 e 3.

O cartaz foi arrancado e destruído pelo deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP). O fato ocorreu na terça-feira (19). Recolocada no local, o nome da mostra era “(Re)existir no Brasil. Trajetórias Negras e Brasileiras. Racismo é crime”.

Em entrevista à reportagem de O Tempo, o cartunista Carlos Latuff, 50, autor do desenho, diz que “o ataque do parlamentar comprova que o conteúdo da charge está correto”.

Ainda de acordo Tamires, a placa que fazia clara afirmação que a polícia militar patrocina o genocídio contra negros.

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

"Cheguei mesmo à conclusão de que escrever é a coisa que mais desejo no mundo" (C.L.) | Jornalista, Católica, 22 anos,

Comente

Clique aqui para comentar

Blog Authors

Guilherme Galvão VillaniGuilherme Galvão Villani

Mariliense. Gosto pela Administração, Contabilidade e Finanças. Atu...

Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...