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QUANDO NÃO DÁ PARA IMAGINAR QUE A GRANDE MÍDIA PODERIA FICAR PIOR, a CNN novamente se supera.

Num péssimo e curto período de dois meses, a empresa (entre outros papelões) foi gravada orientando pessoas em Londres num protesto microscópico em que havia mais imprensa do que manifestantes, foi obrigada a se corrigir em duas matérias graves (uma em que havia antecipado o contrário do que seria dito no depoimento do ex-diretor do FBI, James Comey, e outra em que havia tentado ligar fundos de investimento russos a aliados de Trump), demitiu e recebeu pedidos de demissão por conta desses e de outros vexames, e, como cereja do bolo, ainda teve dois de seus colaboradores (um produtor e um comentarista) gravados em câmera oculta admitindo que toda a cobertura obsessiva com que tentam ligar Trump a Putin é um grande pastel de vento, veiculado apenas para manter audiência.

Mas até agora se tratava “apenas” de desonestidade e engajamento ideológico. Descendo a um novo porão de baixeza, a rede agora resolveu partir para a coerção mediante chantagem. A “Corleone News Network”, como foi chamada recentemente por Mike Huckabee, não gostou de uma montagem veiculada por alguém na rede de mensagens Reddit: numa brincadeira num programa de luta livre, Trump fingia espancar um dos participantes, e um usuário pôs a logomarca da CNN no sujeito “surrado”, fazendo menção à oposição entre o presidente e a rede de notícias, que só tem se ferrado ultimamente.

O vídeo chegou ao presidente, que o reproduziu no Twitter e o tornou conhecido nacionalmente.

Além de fazer o melodrama vitimista fingido que todos já conhecemos, dizendo que o vídeo “encoraja a violência contra repórteres”, a CNN decidiu, na pessoa do articulista Andrew Kaczynski, achar o usuário anônimo cujo vídeo foi reproduzido, descobrir sua identidade e futucar sua vida pessoal, salvar piadas de mau gosto que haveria em seu perfil e “convencê-lo” a se desculpar pelo vídeo, apagar seus posts, e a não fazer mais material que ofenda a CNN. Após receber um pedido de desculpas — escrito naturalmente por um cidadão aterrorizado pela brutalidade perpetrada por um oponente bilionário e desigual — a rede disse que não exporia sua identidade, mas que “se reserva o direito de fazê-lo caso a posição dele mude em qualquer sentido”.

Desnecessário dizer, a decisão, além de infantil e covarde, produziu o efeito contrário ao desejado. Não apenas o vídeo é dos mais reproduzidos na internet, mas o canal tem sido alvo de uma enxurrada de vídeos semelhantes, produzidos em resposta ao incidente. Diversos memes estão sendo veiculados, em que o logo da CNN e o do Reddit aparecem, respectivamente, como seqüestrador e refém, ou como um agente do ISIS e seu prisioneiro. A atitude do canal foi também criticada publicamente pela Wikileaks, que o enquadrou na lei americana como crime de coerção (Artigo 241), para o aplauso de advogados que seguem o Twitter de Julian Assange.

Por fim, a maior retaliação até agora veio dos próprios usuários do Reddit, vários deles hackers, que levantaram os dados pessoais de funcionários da CNN e agora os estão vazando na internet.

 

Alguns links:
https://www.facebook.com/Breitbart/posts/10159420127990354
https://www.facebook.com/Breitbart/posts/10159424369375354
https://milo.yiannopoulos.net/2017/07/cnn-blackmail-hashtag/
https://milo.yiannopoulos.net/2017/07/cnn-staff-members-doxxed/

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