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Resgate do caso da garota Elza: vale a pena conhecer esse episódio do comunismo brasileiro

A Companhia das Letras lançou uma obra que mistura romance e ficção que tem pontos altos e baixos ao analisar um dos casos mais sombrios do comunismo brasileiro no final da década de 1930: o justiçamento da garota Elza por parte do PCB, quando liderado pelo revolucionário Luiz Carlos Prestes.

Trata-se do livro Elza, A Garota do jornalista Sérgio Rodrigues. Detalhe: o autor, como se percebe na leitura, está longe de ser um direitista e/ou um conservador. Neste caso, isso só faz a obra ganhar mais em importância. Este crime bárbaro mostra bem como o comunismo trata seus adversários. A ideia é sempre tirá-los de cena, independente do nível de ameaça que representem a seus planos, pois a ideologia os eleva a níveis de psicopatia.

Este tirar de cena tanto pode ser compreendido pela construção de espantalhos que visam assassinar a reputação de seus ditos inimigos ou então a eliminação física mesmo como visto nos regimes mais cruéis da História.

No caso em tela, Luiz Carlos Prestes, aquele que ficou conhecido como “cavaleiro da esperança”, é o responsável direto pelo assassinato de uma garota menor de idade que era amamente de um dos líderes comunista conhecido como Miranda. Vista como traidora, Elza foi estrangulada por uma célula comunista após as pressões de Prestes.

É a essência do pensamento revolucionário: o que é contrário a sua visão de mundo deve ser eliminado sem qualquer sinal de piedade. Um dos piores males do coletivismo inspirados no regime do comunismo soviético de Lênin e Stalin.

A obra – de autoria do jornalista Sérgio Rodrigues – mostra, em sua parte fictícia, o quão é caricato e sem sentido o credo comunista. Na pesquisa de relatos e documentos reais, mostra a crueldade dos que depois, pela recontagem histórica de viés marxista, viraram heróis, em especial o tal “cavaleiro da esperança”.

Rodrigues deixa claro para o leitor, por meio das tipologias das fontes, o que é real e o que é fictício na construção da obra. O ponto “baixo” do livro é que Rodrigues parece aliviar em alguns momentos, em função de do outro lado também estar o nascedouro de um regime de características autoritárias: o de Getúlio Vargas.

Todavia, isso não tira a importância do escrito, que vem em um momento propício e resgata uma história que foi jogada para baixo do tapete pelos comunistas que contam suas versões dos fatos.

Elza foi executada de forma bárbara. Em muitos momentos, é possível perceber que se tratava de uma garota que pecava pela ingenuidade por ter se metido onde não devia. O livro de Sérgio Rodrigues – ainda que de forma indireta – desnuda a mentalidade revolucionária e o desprezo pela vida humana justamente por aqueles que evocam para si o monopólio das virtudes.

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