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Revista de esquerda recebeu quase R$ 5 milhões na ‘Era Lula e Dilma’

Foto: Ricardo Stuckert
 


Em fevereiro deste ano o portal de notícias da Revista Fórum disse que o jornalista Allan dos Santos, do Terça Livre, estava recebendo um “bom dinheiro” da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Mas dados do antigo Instituto para o Acompanhamento da Publicidade (IAP) mostram que, na verdade, quem já recebeu “um bom dinheiro” da Secom foi a própria revista do petista Renato Rovai.

Replicando a IstoÉ, a Fórum disse que Allan estaria “lucrando alto” através do “apadrinhamento” de Carlos Bolsonaro.

O Terça Livre receberia, por mês, R$ 100 mil da Secom apenas para defender o presidente Jair Bolsonaro. Allan também teria alugado uma “mansão chiquérrima” em Brasília, que custaria, de acordo com corretores de imóveis, entre R$ 10 e R$ 30 mil por mês.

Na CPMI das fake news, Allan expôs suas contas bancárias, mostrando comprovantes de pagamentos de cartão de crédito e do aluguel de sua casa, desmascarando a narrativa de que seria financiado por dinheiro público. (Relembre)

Mas os dados do IAP mostram que, em quase 15 anos, a Revista Fórum recebeu de 2001 até 2016, o total de R$ 4.201.695,24. As verbas eram destinadas tanto à revista física, já extinta, como ao portal de notícias na internet. Os valores publicados foram corrigidos até o ano de 2016 pelo IGP-M.

Criado em 1999, o IAP, até meados de 2017 quando foi fechado, consolidava as informações das verbas de publicidade na esfera federal com base nos pedidos de inserção de anúncios na mídia, enviados pelas próprias agências de propaganda contratadas pelos órgãos e empresas públicas federais.

Os primeiros arquivos sobre a publicidade na esfera federal, correspondentes aos orçamentos dos anos 2000 a 2016, foram revelados pela primeira vez pelo site Poder360.

As planilhas do IAP revelam verbas recebidas pela Fórum de contratos com a Petrobrás, Caixa, Banco do Brasil, BNDES, SECOM, além de ministérios do governo. O leitor pode conferir os dados do IAP de verbas de publicidade da revista Fórum nos governos de Lula e Dilma clicando neste link. 

Com a esquerda longe do poder, a Revista Fórum dedica-se a caluniar de todas as formas o governo do presidente Jair Bolsonaro.

O jornalista Renato Rovai não deixa implícita sua admiração por Lula, com quem já fez cerca de 30 entrevistas (de acordo com ele mesmo) e como demonstra nos quase poéticos artigos “O dia em que entrevistei o presidente Lula na prisão” e “De Luis Inácio a Lula Livre, o Brasil em amor e ódio”.

No primeiro, Rovai narra “o gosto amargo” que sentiu ao ter de entrevistar Lula na Polícia Federal. “Lula quando chegou me deu um abraço e já foi falando do Luca. E mandando solidariedade para a Dri. Não é fácil saber que tem um cara com essa força, dignidade e humanidade preso numa cela enquanto o Brasil está sendo governado por um boçal”, relata o jornalista.

Já no segundo texto, escrito quando a prisão de Lula completava um ano, Renato Rovai, supõe que a “dor” da “prisão injusta” do ex-presidente “deve lhe cortar a carne todos os dias”: “Mas você é a liberdade de muitos que também estão presos de forma injusta neste país, que estão sendo assassinados covardemente por setores das forças policiais que se misturam com as milicias. E você também é um pouco Marielle, Lula. Por isso o Brasil precisa tanto de você”.

Hoje em dia, o militante continua defendendo o PT e levantando acusações contra Bolsonaro, como no artigo publicado nesta segunda-feira (16), em que acusa o presidente de estar por trás da fuga em massa nos presídios de São Paulo.

“… O que parece é haver um movimento por trás dessas fugas que ainda não está claro. Mas que interessa pouco ao governador João Dória e muito a alguém que possa vir a intervir no Estado de São Paulo se a situação se agravar. Ele mesmo, o presidente da República Jair Bolsonaro”, diz Rovai.

Para ele, “exatamente no momento em que está todo mundo preocupado com a saúde pública, Bolsonaro pode estar articulando a modulação de um regime de força para que ele tenha muito mais poder”. Insinuações gravíssimas que jamais serão tema de investigação na famosa CPMI das fake news.

O responsável por acabar com o repasse de dinheiro público a blogs pró-PT foi o ex-presidente Michel Temer.

Em setembro de 2016, após a queda de Dilma Rouseff, Temer fez um pente-fino na publicidade e afirmou que “o dinheiro destinado à publicidade não deve financiar opinião, mas sim produtos jornalísticos de interesse público”.

Ironicamente, foram 13 os sites que deixaram de receber verbas do governo: Brasil 247, Carta Maior, Conversa Afiada, Diário do Centro do Mundo, Site Jornal GGN (Blog do Luís Nassif), Portal Fórum, Opera Mundi, Brasil Econômico, O Cafezinho, Portal Fórum, Sidney Rezende, Viomundo e Brasil de Fato.

Os sites mais bem pagos, conforme divulgou à época Folha de São Paulo, eram Blog do Nassif (R$ 132 mil), Brasil 247 (R$ 120 mil), Diário do Centro do Mundo (R$ 129 mil), Conversa Afiada (R$ 88 mil) e O Cafezinho (R$ 39 mil) e, por fim: Portal Fórum (R$ 109 mil).

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

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