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Sem oposição, grupo de Renan Calheiros deve dominar Alagoas

Uma reviravolta no cenário político do Estado de Alagoas praticamente garantiu a eleição do senador Renan Calheiros (MDB) – que busca retornar ao Senado Federal – e do seu filho, Renan Filho (MDB), ao governo estadual.

O principal nome da oposição, o atual prefeito de Maceió Rui Palmeira (PSDB), desistiu de concorrer contra Renan Filho na disputa pelo Executivo de Alagoas. Com isso, os partidos que formavam a base de oposição de Renan Calheiros na Terra dos Marechais – PROS, PR, PP, Democratas e PSDB – já começam a desfazer a aliança e procurar outros caminhos preocupados apenas com as eleições proporcionais.

Pelo PSDB, o ex-governador e ex-senador Teotonio Vilela Filho já havia desistido de disputar o Senado Federal, o que ajudou a Renan Calheiros. Com a desistência de Rui Palmeira, os tucanos praticamente se desintegram no pleito. Há chances, inclusive, de Renan Filho ser o único candidato, já que sua base de aliança engloba 14 legendas, incluindo a maioria dos partidos de esquerda.

O ministro de Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR) – que era pré-candidato ao Senado no grupo liderado por Rui Palmeira – já iniciou, conforme bastidores, diálogos com Renan Filho e Renan Calheiros e pode entrar na situação para se eleger para a Câmara de Deputados. Todavia, há quem tente convencê-lo de se candidatar ao governo do Estado para ainda tentar liderar uma enfraquecida oposição a Renan. Quintella mantém o silêncio.

Benedito de Lira – que é senador – está preocupado em um conjunto de forças que o reeleja ao Senado em uma segunda vaga e pode articular uma chapa apenas para cumprir tabela. Já o Democratas, não tem nome de peso para a disputa, pois praticamente possui apenas o secretário municipal de Saúde de Maceió e ex-deputado federal José Thomas Nonô.

O PROS abriga o único deputado estadual de direita do Estado de Alagoas: Bruno Toledo, que tem sido o protagonista na luta contra a ideologia de gênero, pelo Escola Sem Partido e outras pautas liberais e conservadoras. Toledo mira na reeleição ou na Câmara de Deputados.

A desistência de Rui Palmeira caiu no colo de Renan Filho. A preocupação de quem faz oposição aos Renans por convicção é o reflexo disso em futuras eleições.

Como são duas vagas para o Senado Federal, Renan Calheiros – que tem capilaridade eleitoral – pode ter apenas um único rival forte: o atual procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar, que conta com o apoio da família Bolsonaro em Alagoas. Todavia, diante de duas cadeiras, ele não seria ameaça a Calheiros.

Renan Calheiros deve fazer barba, cabelo e bigode em Alagoas, diante de uma eleição onde quem já entra em cena perdendo é a democracia.

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