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Sobre o ataque à mesquita de Finsbury Park

Editorial Terça Livre

 

O RECENTE ATENTADO CONTRA A MESQUITA DE FINSBURY PARK, em Londres, desenha a previsível e triste direção que o povo inglês dará a seus gigantescos desespero e frustração, resultantes do acúmulo de incontáveis atos de terrorismo islâmico prepetrados no Reino Unido, da impunidade com que são agraciados, do bombardeio de mentiras com que a mídia globalista transforma as vítimas em agressores (como se os “pobres terroristas islâmicos” agissem em resposta a “racismo”, “islamofobia”, etc.), e da clara e inequívoca conivência das autoridades governamentais, cuja inação proposital, engomada por desconversas e blablablá politicamente correto, é mais do que conhecida pelos que seguem nosso canal. Não há como negar que o povo inglês está, sim, totalmente abandonado. Mas dissemos e reiteramos que essa previsível direção é triste. E isso por dois motivos:

1- Porque, estando-se fora de uma situação de combate ou ameaça iminente, matar pessoas de modo indiscriminado, sem pesar sua inocência ou culpa pessoais, é intrinsecamente imoral. E, até onde sabemos, foi isto o que o cidadão quis fazer. Não foi um ato de insurreição civil contra um conhecido terrorista que estivesse dando sopa, ou o revide imediato ao responsável por um dos ataques recentes. Se fosse este o caso, a ação talvez ainda não cumprisse todas as exigências da doutrina da guerra justa, mas sua culpa seria muito atenuada, devido ao total abandono a que está entregue o povo inglês, cujas leis impedem a mera crítica ao islã, mas permitem que imãs preguem a morte de infiéis em suas mesquitas, com aval corânico e com as conseqüências que já conhecemos.

O leitor não nos verá dizendo que “o islã em si não é o problema, mas sim os terroristas”. Não é isso. Como já expusemos antes em várias ocasiões, para fúria e escândalo dos politicamente corretos, o problema está sim na doutrina islâmica, que autoriza e fomenta chacinas de infiéis. Mas um menino muçulmano de oito anos, ou alguém que, sem cometer atrocidades nem fomentá-las, segue por inércia a fé muçulmana, mais para não morrer por apostasia do que por qualquer outra razão, não podem ser mortos por estar saindo de uma mesquita.

Se acharmos que alguém merece ser culpado dos atos cometidos por outros que realmente praticam a sério aquela fé, culparemos este alguém pela mera pertença à fé. E então o terrorismo deles nos terá feito estrago pior do que o corporal: terá estragado nossa alma, a ponto de fazê-la querer aquele mesmo terrorismo que o Alcorão incentiva.

2- O segundo motivo é que ações como essas são ineficazes e até mesmo contraproducentes no quadro maior das coisas. Este incidente isolado já está sendo usado pelas esquerdas (com muito maior exposição do que todas as atrocidades islâmicas no mesmo território) para defender, não uma mera equivalência moral entre nacionalistas e terroristas islâmicos, mas que o verdadeiro culpado de todos os males societários do Reino Unido é esse patriotismo intolerante, tão opressivo que faz os pobres muçulmanos quererem matar a todos os infiéis que os acolheram.

Considerando o total abandono de um povo, somos os primeiros a concordar que há espaço moral no Reino Unido para uma guerra justa (assim como defendemos que no Brasil a intervenção popular talvez seja o único jeito de salvar o país), mas o bom combate — que aliás poderia começar por aplicar o #métodoucraniano aos políticos coniventes que traem seu próprio povo, e depois aos principais líderes que pregam nas mesquitas a islamização do Reino Unido — o bom combate, dizemos, certamente não passa por atropelar pessoas indiscriminadamente na saída de mesquitas. Por mais que uma ação seja movida por justa ira, apenas esta justa ira não é suficiente para tornar justa a ação.

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