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Sucesso marca estreia de O Jardim Das Aflições

Por: Fernando de Castro *

Foi lançado nesta quarta-feira (31) o documentário O Jardim das Aflições, obra que narra a filosofia em torno da vida do jornalista e filósofo Olavo de Carvalho. O longa foi filmado no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, onde Olavo reside. Com salas lotadas, o filme foi um verdadeiro sucesso de público, sendo exibido simultaneamente em Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo informações do site de O Jardim, Belo Horizonte, Florianópolis, Goiânia e Salvador são algumas das cidades que receberão sessões de exibição do filme. Novas datas de exibição do longa em outros estados serão divulgadas em breve.

Em entrevista na madrugada desta quarta para o programa The Noite, do apresentador Danilo Gentili, no SBT, o diretor da obra, Josias Teófilo, destacou que o filme possui uma sincronia com o livro homônimo do filósofo. “O poeta Bruno Tolentino escreveu que o livro O Jardim das Aflições é composto por temas que se repetem. Ele comparou com a sinfonia de Sibelius, que é executada durante todo o longa, então há um paralelo estrutural entre o livro, o filme e a trilha sonora”, afirmou.

Público assistindo O Jardim das Aflições, em Brasília. (foto: Bene Barbosa/reprodução)

Por meio de uma videoconferência, o protagonista do filme, Olavo de Carvalho, também esteve no programa de Danilo Gentili. Segundo Carvalho, o resultado do longametragem foi muito satisfatório. “Fizeram um filme excelente, muito bom e honesto, é uma obra-prima”, pontuou.

Cena de um dos teasers de O Jardim das Aflições. (Lavra Filmes/reprodução)

A estudante de direito, Roberta Rivaldo, que acompanhou a sessão de estreia em Porto Alegre, destacou a fantástica abordagem do filme, que sincroniza a filosofia e o dia a dia do filósofo. “Há uma coisa muito genuína do Olavo com sua família e a filosofia, pois ele faz você se questionar sobre uma série de coisas da sua vida, além de poder acompanhar a vida dele e a vivência com os netos e demais parentes”, detalhou.

Sobre a participação do público, Roberta afirmou ter ficado impressionada com a vasta presença de pessoas jovens. “Havia uma garotada lá muito empolgada e ansiosa para assistir ao filme”, completou.

Cartaz oficial do filme no Shopping Santa Cruz, em São Paulo.                                                      (foto: Amauri Saad/reprodução)

Para o advogado paulistano Renor Oliver Filho, a abordagem histórica do filme foi uma das partes que mais lhe chamou a atenção. “O Olavo ensinou a enxergar a crise civilizacional através da história. Achei incrível o Josias [Teófilo] ter conseguido explicar isso no documentário”, afirmou.

Público na entrada do Cinemark do Shopping Metro Santa Cruz, em São Paulo, que lotou quatro salas do cinema. (foto: Renor Oliver Filho/reprodução)

Boicote – A tradicional mostra competitiva de filmes no Recife, o Cine PE, revelou no dia 08 de maio a lista das obras cinematográficas que seriam exibidas no evento, tendo O Jardim das Aflições como um dos selecionados para a mostra. Após dois dias da divulgação dos filmes, sete cineastas decidiram retirar suas obras da exibição na mostra, como forma de protesto pela presença do longa sobre Olavo de Carvalho.

Por meio de uma carta, os diretores afirmaram que a atitude se deu pela presença de filmes que “favorece um discurso alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito, ocorrido em 2016”.

Gabi Saegesser, uma das diretoras que assina a nota, afirmou em entrevista ao jornal Diário de Pernambuco que “O Jardim das Aflições vai contra qualquer possibilidade de diálogo”.

Segundo o produtor do filme, Matheus Bazzo, o boicote serviu apenas para divulgar o filme. “Foram uma assessoria de imprensa, fizeram um trabalho para nós”, afirmou.

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