Terça Livre > Artigos > Notícias > URGENTE: Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel.

Nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel. A decisão gerou repercussão negativa no Oriente Médio. Apesar disso, ele afirmou que segue ‘profundamente comprometido’ com um ‘acordo de paz aceitável’ para israelenses e palestinos.

Confira abaixo a análisa feita pelo Professor de Política Internacional, Filipe G. Martins, eu seu perfil do facebook:

 

A PROMESSA MAIS DIFÍCIL DE DONALD TRUMP

Em 1995, o congresso americano aprovou o Jerusalem Embassy Act, demandando que a Embaixada dos EUA em Israel fosse transferida de Tel Aviv para Jerusalém.

A proposta, que também determinava que a cidade de Jerusalém fosse oficialmente reconhecida como a capital indivisível de Israel, foi aprovada pela maioria dos senadores (93-5) e dos deputados (374-37), mas nunca foi posta em prática, sendo postergada repetidamente por meio de medidas derrogatórias que permitiam um adiamento da transferência, com base em questões de segurança nacional.

A medida derrogatória mais recente tornou-se obsoleta hoje, sem que o Presidente Donald Trump tenha dado qualquer indício de que pretende postergá-la mais uma vez.

Longe de ser apenas uma coincidência, isso tudo leva a crer que o presidente está considerando seriamente cumprir a mais difícil de suas promessas e efetivar a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém.

Desde 1980, todos os presidentes eleitos (com a exceção de Barack Obama) prometeram reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, mas nem mesmo o Presidente Ronald Reagan ousou colocar essa promessa em prática. Trump, no entanto, parece determinado a cumprir tudo o que prometeu durante a sua campanha, mesmo as promessas mais difíceis.

Deste modo, não é nada arriscado supor que são verdadeiros os rumores de que representantes da Casa Branca e de Foggy Bottom estão, agora mesmo, discutindo com as lideranças mais proeminentes do Oriente Médio a melhor maneira de realizar essa transição.

E, se os rumores estiverem corretos, podemos esperar um pronunciamento do presidente nos próximos dias, assim como uma enxurrada de críticas que inevitavelmente se seguirão a esse pronunciamento.

Ironicamente, essas críticas consistirão em afirmar que essa decisão compromete os esforços do presidente de negociar uma resolução de paz entre o Estado de Israel e a Autoridade Palestina — os mesmos esforços que, segundo esses críticos, são inúteis e infrutíferos.

É evidente que os desdobramentos possíveis dessa decisão são muitos e muito complexos, mas não devemos descartar a possibilidade de que, ao optar por uma estratégia improvável, o presidente americano acabe dando um novo sentido ao que presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, quis dizer quando afirmou que Trump pode vir a fazer o impossível quando o assunto é o Oriente Médio.

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Italo Lorenzon

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1 comentário

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  • Parabéns Presidente Donald TRUMP. Um passo em direção pelo FIM do TERRORISMO e todos seus MATIZES a Nível Mundial. A Asquerosa Imprensa Televisiva, Falada e Escrita, divulga INVERDADES, Pois, no Fundo é Apoiadora do ESTADO ISLÂMICO e desta ORGANIZAÇÃO Para a LIBERTAÇÃO da PALESTINA, que juntas querem DESTRUIR a ISRAEL e a SOCIEDADE de BEM CRISTÃ OCIDENTAL.
    Juntos. VENCEREMOS a Esta ASQUEROSIDADE Contra o Estado de ISRAEL.
    VIVA TRUMP. VIVA ISRAEL. VIVA CRISTO REI.