Vamos falar de Fake News?! Então, senta lá, meninhos... - Terça Livre TV
ArtigosLuis Vilar

Vamos falar de Fake News?! Então, senta lá, meninhos…

Os “guardiões da verdade” da grande mídia estão a postos para proteger os portais do inferno com a finalidade de manter sagrado tudo que se encontra lá dentro. Esta é a metáfora que vem à minha cabeça quando penso nos que, em tempos onde a internet se tornou uma ameaça aos globalistas, se arrogam defensores da verdade, como se fossem grandes homens isentos.

Mas apenas são “meninhos” tremendo de medo de terem as máscaras arrancadas, como quem perde o pirulito, diante da queda da hegemonia revolucionária.

A grande mídia não quer caçar mentiras. Quer, na realidade, instituir o orwelliano Ministério da Verdade para ter o controle sobre as versões que lhes interessa. Da forma mais torpe, jogar no banco dos réus os que ousam desbravar o vale das sombras e mostrar que a luz solar é o desinfetante dos interesses espúrios.

É óbvio que a mentira e o engodo estão por toda parte, pouco importando se são grandes ou pequenos os veículos; pouco importando se é impresso ou em meio virtual. Mas quem separa? Com certeza não são aqueles que se especializaram na mentira.

O que eles querem é um tribunal onde exerçam o controle. É o molde do tribunal revolucionário do marxismo-leninismo.

No entanto, os vigilantes que agora fecham seus contratos com o Facebook são os mesmos que fazem parte da engrenagem da intelectualidade orgânica, aos moldes gramscianos, que tocam a engenharia-social.

De forma exemplar, é possível dizer: os que se arrogam detentores da verdade são os mesmos que esconderam – por burrice e/ou planejamento estratégico – até onde puderam o nefasto Foro de São Paulo e suas ligações com o narcotráfico e partidos de esquerda.

São os que não falaram que este Foro conduzia um processo que visava (e ainda visa) recuperar na América Latina o que foi perdido no leste-europeu. São estes que, ao longo de anos, traziam notícias sem mostrar como elas se encaixavam em um tabuleiro de xadrez de interesses globalistas, que fraudam democracias por meio de mecanismos internacionais, como a ONU e outros.

São os que só conseguem enxergar o movimento comunista pela definição “dicionarística” e ignoram o aviso de Gorbachev, em 1987, quando destacou que o movimento revolucionário nunca ia parar.

Não parou.

Em uma ferrenha ocupação de meios, mesmo diante do regime militar, ocuparam escolas, universidades, ambientes culturais, e passaram a impor uma agenda de mudanças de comportamentos e mentalidades numa doutrinação em larga escala, como denuncia Pascal Bernardini e outros. Especializaram-se na mentira para agora, travestidos de anjos a protegerem os outros das falácias, tronarem-se mais falaciosos, maquiavélicos ao impor suas mentiras em ambientes controlados.

O que assusta essa gente é que a internet, com a pluralidade permitida e suprindo uma anterior escassez de fontes que revela o que era escondido, ameaça, ainda que com pequenos socos de Davi no estômago de Golias, a hegemonia e as pernas de uma Nova Ordem.

A mentira cai fácil quando a verdade se estabelece pela autoridade que possui simplesmente por ser A VERDADE!

Ao verem essas fontes, em um primeiro momento, os arautos da “inteligência coletiva” bradaram: é TEORIA DA CONSPIRAÇÃO. Porém, cada vez mais fontes, mais documentos, mais fatos irrefutáveis, mostravam as ligações e só restavam a alguns enganados assumir a postura de Groucho Marx: acreditarem nos próprios olhos.

Vozes solitárias – porém corajosas e persistentes, como a do professor Olavo de Carvalho – se fizeram presentes e foram despertando outras pessoas para estudos e uma verdadeira vida de compromisso com a verdade. A partir desses homens, a quem muito devemos, outros se desfizeram do medo de questionar essa gente, de apontar o dedo para a ferida, de mostrar o que escondiam…

A mentira foi ficando cada vez mais visível ao ponto de se perceber que toda ideologia secular não passa de um conjunto de ideias que serve de roupagem para um objetivo político. Objetivo este que se esconde dentro deste agrupamento para não revelar seu fim último de domínio e controle de massas.

Por esta razão, os cânones do progressismo estão perfeitamente confortáveis em seus costumes e modos burgueses envernizados, enquanto atiçam os idiotas à barbárie. Do caos à demanda, da demanda a quem surja vendendo a salvação.

De joelhos, abre-se mão do que de fato é liberdade ao mesmo tempo em que se acredita estar defendendo-a. É que toda causa vira um vocábulo vazio adaptável para a dupla moral revolucionária.

Se viu que o revolucionário que se dizia detentor do mapa para o paraíso na Terra não conhecia sequer o caminho entre o sofá, onde estava com seu Mac superpotente, e a pia com a louça suja do último jantar masturbatório, onde denunciava os males do mundo capitalista para os incautos.

Deu medinho, né? Pois é. Então, senta lá meninho, que é nossa vez de dizer: “Não vamos parar!”. Não vamos parar de produzir, não vamos parar de denunciá-los, não vão nos calar. Cada reflexão que denuncia a grande mídia vem cercada de bibliografia, de trabalhos apurados, de métodos investigativos que um determinado jornalismo esqueceu. Se vocês pretendiam enforcar a última verdade com as tripas do último verdadeiro filósofo, se deram muito mal.

É bem verdade que a guerra é assimétrica, mas quem se encontra com a verdade tem o tempo ao seu favor. É bem verdade que, no caminho, a luta será árdua e cada vez mais com a tentativa de mecanismos de controle sofisticados para a imposição da mentira, que é financiada por quem tem muita grana. Todavia, em um compromisso com a verdade, se salvam almas dentro dessa engenharia nefasta que tentam impor. E essas almas se multiplicam.

Por essa razão, os meninhos são surpreendidos com resultados inesperados oriundos de uma maioria silenciosa, como ocorreu com a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos da América.

A pergunta básica que fazemos para os meninhos é: quem vigia os vigilantes? Basta uma pesquisa sobre esse “combate a Fake News” no Facebook para que encontre quem vigia, não é mesmo? Ainda que a mentira tenha vida longa, ela tem pernas curtas que deixam rastros…

Vejamos uma recente:

O presidente Donald Trump desce o sarrafo membros da MS-13 e outras gangues nos EUA. Os Democratas se revoltam e a mídia brasileira mostra como se fosse uma declaração generalizada sobre imigração.

A MS-13 é apontada como uma gangue imensa e violentíssima, que opera em células que se espalham como se fossem franquias, atuando em Honduras, Guatemala, México e EUA.

Mas, para os incautos que “combatem” a Fake News de seus potentes cavalos midiáticos, Trump está errado ao condenar a MS-13. Ele está sendo preconceituoso com todos, com base nas informações da grande mídia.

E são esses que querem combater a FAKE NEWS!!!

O combate ao que se denominou Fake News já é – por si só – a maior Fake News já posta em cena! Afinal, se os meninhos fossem de fato combater a Fake News, teriam que cometer suicídio…

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4 Comentários

  1. Brilhante texto. É exatamente essa clareza cristalina de ideias e posições que essa esquerda tanto teme!

  2. WOOOOWWWWW!
    Parabéns, Luis!
    É de arrepiar: “Se vocês pretendiam enforcar a última verdade com as tripas do último verdadeiro filósofo, se deram muito mal.”
    O texto é maravilhoso do início ao fim!

  3. graças a Deus eu conheci o trabalho do professor Olavo. Assim me encontro entre “essas almas que se multiplicam”

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