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A vergonha chamada Gregório Duvivier 

Na Era das Tiburis, dos Boulos, dentre tantos outros que compõe a “classe falante” da suposta “intelectualidade” brasileira, o que se percebe é a completa falta de bom senso, capacidade cognitiva e um excesso de vergonha alheia.

Fica até a dúvida: esses “heróis da nova esquerda tupiniquim” são idiotas úteis ou a mais nova intelectualidade orgânica, nos termos definidos por Antonio Gramsci: existem para ecoar a “lógica” do partido na sua revolução cultural? Houve um tempo em que a esquerda era mais inteligente…

A mais recente declaração estapafúrdia é do humorista-militante-esquerdista Gregório Duvivier. Rasgando todos os livros sérios de História, o “escritor” arrombou a porta dos fundos da ignorância ao afirmar que “não acha a que URSS era de esquerda”.

Ele ainda complementa: “O problema da esquerda daqui é o flerte com a Venezuela, Cuba, lugares onde a conservação do poder está na mão das mesmas pessoas, onde se criou uma elite. Se é ditadura, não é de esquerda”.

A verdade é a verdade e não depende dos achismos de Gregório Duvivier e sua turma descolada. O termo “ditadura do proletariado” define bem a esquerda. O livro O Estado e A Revolução de Lênin mostra bem o lado mais pragmático do processo revolucionário, da tomada do Estado e do fim das liberdades individuais. Duvivier apenas arruma mais um jeito tão folclórico quanto burro de revitalizar o “deturparam Marx”.

Leia Lênin, Duvivier e pare de falar besteira. Eis o que o “revolucionário” diz: “Não somos utopistas. Nunca “sonhamos” poder dispensar bruscamente, de um dia para o outro, toda e qualquer administração, toda e qualquer subordinação; isso são sonhos anarquistas resultantes da incompreensão do papel da DITADURA (grifo nosso) proletária, sonhos que nada têm de comum com o marxismo e que na realidade não servem senão para adiar a revolução socialista até que os homens venham a ser de outra essência. Não, nós queremos a revolução socialista com os homens tais como são hoje, não podendo dispensar nem a SUBORDINAÇÃO, nem o CONTROLE, nem os “contramestres”, nem os “guarda-livros”.”. Entendeu ou quer que desenhe?

E o Estadão ainda chama essa entrevista de Duvivier de “Vozes dos Nossos Tempos”…

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Um Comentário

  1. É como o prof. Olavo diz: “a grande mídia tomou o lugar da igreja no papel de transmitir condutas e valores para as pessoas…” Que “valores” eles transmitem?

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