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Vladimir Putin está furioso por acusações britânicas no caso da morte de ex-espião

A Rússia mostrou sua “indignação” nesta sexta-feira ante as acusações de Londres de que Vladimir Putin teria ordenado o envenenamento de um ex-espião russo em solo britânico, e, após anunciar que se prepara para expulsar diplomatas britânicos do seu território, informou que vai abrir sua própria investigação sobre o escândalo.

Os líderes ocidentais contudo não interromperam suas acusações contra Moscou pelo que consideram um uso sem precedentes de uma arma química em tempos de paz.

A União Europeia alertou que na sua próxima cúpula de quinta-feira analisará o incidente e que passará uma “mensagem clara” a respeito.

O envenenamento do ex-agente russo Serguei Skripal e sua filha, Yulia, em 4 de março em Salisbury, cidade do sul da Inglaterra, está provocando um perigoso confronto Oriente-Ocidente.

O caso acontece a dois dias das “eleições presidenciais” russas, em que Vladimir Putin se prepara para conquistar um quarto mandato.

Na quarta-feira, a primeira-ministra britânica Theresa May anunciou a expulsão de 23 diplomatas russos e o congelamento dos contatos bilaterais, uma decisão de Moscou considera “absolutamente irresponsável”.

O Kremlin garantiu, nesta sexta, que responderá “de uma hora para a outra” à expulsão de seus diplomatas.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, aumentou a pressão ao assegurar que que Londres culpava o “Kremlin de Putin”, e não a Rússia, pelo grave “uso de um agente neurotóxico nas ruas do Reino Unido, nas ruas das Europa, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu de imediato: “Qualquer menção ou referência a nosso presidente nada mais é do que escandalosa e imperdoável em termos de etiqueta diplomática”.

Segundo Peskov, a intensidade da resposta russa será decidida por Putin.

“Cedo ou tarde a Grã-Bretanha terá que fornecer provas conclusivas (…) Por enquanto, não vimos nenhuma”, declarou Peskov.

Moscou anunciou que investigará por “tentativa de assassinato” o envenenamento da filha de Skripal, que acompanhava seu pai no momento do incidente.

AFP / Daniel LEAL-OLIVAS Theresa May em Salisbury, em 15 de março de 2018

A investigação foi anunciada pelo Comitê de Investigações Russo, que não mencionou a morte do ex-espião.

Paralelamente, o organismo afirmou que vai investigar outra morte suspeita, a de Nikolaï Gluchkov, ex-diretor-geral da companhia aérea russa Aeroflot, cujo corpo foi misteriosamente encontrado na segunda-feira em sua residência em Londres.

Pouco depois, a polícia britânica anunciou a mesma medida, uma investigação por “assassinato”.

Ele morreu por “uma compressão no pescoço”, segundo a polícia britânica. Ele era próximo de um magnata russo opositor, Boris Berezovski, que apareceu enforcado em sua casa britânica em 2013.

A Rússia respondeu garantindo que também tomaria “represálias” contra Washington quando for o momento.

Informações: Agence France-Press

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